Dengue


Definição: é uma doença viral de curta duração, gravidade variável, que ocorre nas áreas tropicais e subtropicais, onde há condições para o desenvolvimento do mosquito transmissor. Apresenta-se sob as formas de dengue clássico e dengue hemorrágica.

Agente etiológico: o vírus do dengue é um arbovírus (vírus transmitido por artrópodes) pertencente à família Flaviviridae que inclui aproximadamente 70 vírus, sendo que cerca de 30 causam doenças ao homem. Alguns exemplos desta família incluem os vírus da febre amarela, Encefalite do Oeste do Nilo, Encefalite de St. Louis, Encefalite Japonesa e Rocio. São conhecidos 4 sorotipos de vírus causadores de dengue, classificados como: 1, 2, 3 e 4. .

Vetores: são mosquitos culicídeos do gênero Aedes. A principal espécie transmissora é Aedes aegypti embora outras espécies como Aedes albopicutus, Aedes scutellaris e Aedes polyniensis tenham sido implicados principalmente na Ásia e na Oceania. Nas Américas não se verificou, até o momento, transmissão de dengue nas áreas em que se constatava a presença apenas de Aedes albopictus. A fonte de infecção e o hospedeiro vertebrado é o homem, embora tenha sido descrito, tanto na Ásia como na África, um ciclo selvagem envolvendo macacos. Alguns fatores extrínsecos como chuva, temperatura, altitude, topografia, umidade, condicionam a sobrevivência desses vetores. É considerada espécie domiciliada, sendo que sua convivência com o homem é favorecida pela utilização de recipientes artificiais para o desenvolvimento de suas formas imaturas, condição ecológica que torna esta espécie essencialmente urbana.

Ciclo evolutivo: os mosquitos adultos não apresentam grande dispersão, os machos costumam permanecer próximos aos criadouros, onde ocorre o acasalamento. As fêmeas apresentam hábitos diurnos e para maturação dos ovos, praticam hematofagia, apresentando de dois a três ciclos gonotróficos durante a vida e podem ovipor de 100 a 200 ovos por vez. Após a eclosão dos ovos, passam por quatro estágios larvais e a fase final de desenvolvimento aquático é representada pelas pupas. Em condiçðes ótimas, acredita-se que o período larvário pode completar-se em 5 dias, ou estender-se por semanas, em condições inadequadas.

Transmissão: ocorre pela picada do mosquito infectado (fêmeas). Após a ingestão de sangue infectado, transcorre, no inseto, um período de incubação intrínseca que pode variar de 8 a 12 dias. Após esse período, o mosquito torna-se apto para transmitir o vírus e assim permanece durante toda sua vida.

Período de incubação: no homem, o período entre a picada infectante e o aparecimento de sintomas pode variar de 3 a 15 dias, sendo, em média, de 5 a 6 dias.

Período de transmissibilidade: ocorre quando houver vírus no sangue (período de viremia). Este período começa um dia antes do aparecimento dos sintomas e vai até o 6º dia da doença.

Aspectos biológicos do vetor:
Ciclo de vida: Os mosquitos do gênero Aedes bem como todos os da família Culicidae, apresentam duas fases: aquáticas e terrestre.
Fase aquática: ovo, larva e pupa
Fase terrestre: mosquito adulto

Biologia
Ovo: os são depositados pelas fêmeas fora do meio líquido, próximo à superfície da água, ficando aderidos à parede interna dos recipientes. O período para o desenvolvimento embrionário dura, em condições favoráveis, de 2 a 3 dias para eclodir.
Larva: as larvas (4 estágios) são providas de grande mobilidade e têm como função primária o crescimento. Alimentam-se de detritos orgânicos, bactérias, fungos e protozoários existentes na água. A duração da fase larval tem condições de temperatura entre 25º C e 29ºC e boa oferta de alimentos, é de 5 a 10 dias.
Pupa: a pupa apenas respira e é dotada de boa mobilidade a duração da fase pupal, em condições favoráveis é de 2 dias em média.
Adulto: macho e fêmea alimentam-se de néctar e sucos vegetais, sendo que a fêmea, depois do acasalamento, necessita de sangue para maturação dos ovos.
O intervalo entre a alimentação sangüínea e a oviposição varia de 2 a 3 dias.
Duração do ciclo de vida: em condições favoráveis é de aproximadamente 10 dias, a partir da oviposição até à idade adulta.

Habitat: Ae. aegypti e Ae. albopictus proliferam em recipientes artificiais, localizados no interior das residências ou em suas imediações, preferencialmente contendo água limpa tais como: reservatórios de água, vasos de planta, latas, garrafas, pneus, bebedouros de animais, fontes ornamentais. Utilizam também reservatórios naturais como: ocos de árvores, bambus, cascas de cocô, axilas de plantas.

Medidas de controle e profilaxia
Podem ser dois tipos:

1. Controle mecânico: são medidas dirigidas aos recipientes, constituindo-se na sua remoção ou alteração de suas condições de maneira a não permitir o acúmulo de água e a proliferação das formas imaturas de mosquito.

2. Controle químico: consiste na aplicação de produtos químicos, de baixa a alta concentração nos locais de criação do vetor e em suas proximidades ou locais de abrigo e repouso, em doses previamente determinadas, para as diferentes técnicas e equipamentos utilizados, devendo ser executados por pessoal treinado.
Basicamente, pode-se dividir o controle químico em duas modalidades: larvicida e adulticida.

Educação em saúde
Atualmente há um consenso de que o êxito de qualquer programa de controle de Aedes depende da participação integrada da comunidade e com a cooperação dos cidadãos. Entretanto, para que este objetivo seja alcançado, deverão ser desenvolvidas estratégias de alcance nacional para:
sensibilizar os formadores de opinião para a importância da ação de comunicação/educação no combate ao dengue;
sensibilizar o público em geral sobre a necessidade de uma parceria governo/sociedade com vistas ao controle do dengue no país;
enfatizar a responsabilidade social no resgate da cidadania, numa perspectiva de que cada cidadão é responsável por si e pela sua comunidade.
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Fonte:http://www.sucen.sp.gov.br/doencas/