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Compostagem: Dando valor ao que não "presta"

Nestes últimos anos houve um aumento acentuado da produção de resíduos sólidos resultantes de uma sociedade extremamente consumista e globalizada, fruto do avanço tecnológico e crescimento econômico.Sua prática é baseada em "O QUE NÃO PRESTA JOGA-SE FORA!!" Isso, lamentavelmente, se afasta do modelo de desenvolvimento sustentável que tanto se almeja. Como consequência desse fenômeno, o tratamento e destino final dos resíduos sólidos tornou-se um processo de grande importância nas políticas sociais e ambientais dos países mais desenvolvidos. Como regra geral, a maior fração destes resíduos é ocupada pela matéria orgânica e um dos processos mais utilizados para lidar com esse material é a compostagem.
A compostagem é um processo biológico, através do qual os microrganismos convertem a parte orgânica dos resíduos sólidos urbanos (RSU) num material estável tipo húmus, conhecido como composto. A compostagem, embora seja um processo controlado, pode ser afetada por diversos fatores físico-químicos que devem ser considerados, pois, para se degradar a matéria orgânica existem vários tipos de sistemas utilizados.
Educação com o destino do lixo.Nada mais do que a obrigação de cada um de nós.
COMPOSTAGEM EM CASA
Este processo requer que cada indivíduo dentro da sua própria casa desenvolva um método de processar restos de jardim, principalmente folhas e aparas de relva. Se forem galhos, mato, toras de madeira, também funciona. O método mais simples requer a disposição do material numa pilha que vai ser regada e revolvida ocasionalmente, tendo em vista a promoção de umidade e oxigênio aos microorganismos da mistura. Durante o período de compostagem (que poderá levar um mês ou um ano), o material empilhado sofre decomposição por intermédio de bactérias e fungos até a formação de húmus. Quando este material composto se encontrar estabilizado biologicamente, poderá ser usado para correção de solos ou como adubo.
É importante salientar que sistemas imaginativos de compostagem em jardins têm sido desenvolvidos com grande êxito, devido a facilidade em construir o sistema.
COMO FAZER
Compostagem é como cozinhar, com muitas receitas e variações, você faz sucesso!
Esta poderá ser uma aproximação simples:

1. Recolha folhas, erva e aparas de jardim;
2. Coloque num monte ou caixote;
3. Salpicar com água, mantendo a umidade.

Para uma compostagem rápida (1-3 meses) alternar camadas de misturas verdes e materiais secos. Para arejar o empilhado, remexa e retalhe os materiais em bocados mais pequenos e umedeça-os. Para uma compostagem lenta (3-6 ou mais meses) adicionar, continuamente, material ao caixote e manter a umidade. É simples e novas receitas dentro deste contexto se encaixam perfeitamente!
Observação
Restos de comida, serão bem vindos, mas alimentos de origem animal (carne) podem atrair ratos e pragas do gênero.
FATORES FÍSICO-QUÍMICOS
Teor de Umidade
O teor ótimo de umidade para compostagem aeróbica compreende-se entre 50 a 60%. O ajuste de umidade pode ser feito por mistura de componentes. Na prática também se verifica que depende da eficácia do arejamento (manual ou mecânica) da massa em compostagem, nas características físicas dos resíduos (estrutura, porosidade etc.) e na carência microbiológica da água. Altos teores (~ 65%) fazem com que a água ocupe os espaços vazios da massa, impedindo a livre passagem do oxigênio, o que poderá provocar o aparecimento de zonas de anaerobiose.
Baixos teores de umidade (inferiores a 40%), inibem, por sua vez, a atividade microbiológica, diminuindo a taxa de estabilização.
O teor ótimo de umidade é de, aproximadamente, de 55%.
Controle de odores
A maior parte dos problemas de odores nos processos de compostagem aeróbia estão associados ao desenvolvimento de condições anaeróbias na pilha de compostagem.
Em grandes processos de compostagem aeróbia é comum encontrar fragmentos de revistas, livros e outros compostos orgânicos que não são compostados num espaço curto de tempo, e como o oxigênio nem sempre é suficiente, desenvolvem-se condições anaeróbias. Nestas circunstâncias, há produção de ácidos orgânicos que emitem odores intensos. Para minimizar os potenciais problemas de odores é importante reduzir o tamanho das partículas, retirar plásticos e outros materiais não biodegradáveis do material orgânico para compostar.
Qualidade do produto final
A qualidade do composto obtido pode ser definida em termos de composição de nutrientes e de matéria orgânica, pH, textura, distribuição do tamanho das partículas, percentagem de sais, odor residual, grau de estabilidade e maturação, presença de organismos patogênicos e concentração de metais pesados. Infelizmente, estes valores são bastante variáveis e não existe consenso quanto às quantidades ideais para estes parâmetros.
rápido. Para além do composto ser calibrado pode-se considerar que ocorre uma triagem biológica, já que as minhocas tendem a recuperar o material orgânico ligado ao inorgânico, valorizando também os inertes, dado que ficam mais limpos. Relativamente à qualidade do composto verifica-se uma melhoria tendo em consideração que à digestão das minhocas estão associadas enzimas e microorganismos. O processo de digestão demora menos de dois meses, permitindo que seja feito em espaços cobertos, em condições ambientais controladas.
PROBLEMAS
Os principais problemas associados à utilização do processo de compostagem são: os maus odores, os riscos para a saúde pública, a presença de metais pesados e a definição do que constitui um composto aceitável. A separação de plásticos e papéis também pode constituir um problema, pois, uma grande quantidade de papel reduz a proporção de nutrientes orgânicos e plásticos são muito lentos em sua decomposição, reduzindo a homogeneidade do composto. A não ser que estas questões sejam resolvidas e controladas, a compostagem pode tornar-se numa técnica inviável.
Produção de odores
Sem um controle apropriado do processo, a produção de odores pode tornar-se um problema. Como consequência a escolha da localização da estação de compostagem, o design do processo e a gestão do odor biológico são de extrema importância.
Produção de biogás
Esta é também uma consequência indireta da compostagem, pois, está relacionada com a deposição de materiais em aterro. A formação de biogás nos aterros pode ser bastante nociva para o ambiente, uma vez que, ocorre uma grande libertação de metano para a atmosfera que contribui para o aumento do efeito estufa. Constitui também um risco para a segurança do próprio aterro, uma vez que, pode provocar explosões. Existem processos que permitem a recolha deste gás para posterior combustão ou aproveitamento energético.
Riscos para a saúde pública
Se a operação de compostagem não for conduzida adequadamente existem fortes probabilidades de os organismos patogênicos sobreviverem ao processo. A ausência de microorganismos patogênicos no composto final é extremamente importante, uma vez, que este vai ser utilizado em aplicações às quais as pessoas vão estar diretamente expostas. No entanto, o controle desses microorganismos pode ser facilmente alcançado, quando o processo é eficiente e controlado. A maior parte dos microorganismos patogênicos são facilmente destruídos às temperaturas e tempos de exposição utilizados nas operações de compostagem (55ºC durante 15 a 20 dias).
Presença de metais pesados
Pode afetar todas as operações de compostagem, mas principalmente, aquelas onde se utilizam esfarrapadoras mecânicas. Quando os metais dos resíduos sólidos são desfeitos, as partículas metálicas que se formam podem ficar agarradas aos materiais mais leves. Depois da compostagem estes materiais vão ser aplicados ao solo, podendo provocar sérios problemas de toxicidade. Normalmente, a quantidade de metais pesados encontrados no composto produzido a partir da parte orgânica dos RSU é bastante inferior a verificada nas lamas de águas residuais. Quando há separação prévia dos resíduos, a concentração de metais pesados é ainda menor. A co-compostagem de lamas de águas residuais com a parte orgânica dos RSU é uma solução para reduzir a concentração de metais nas lamas.
Texto: Renato Russo
Disponível em http://educar.sc.usp.br/biologia/textos/m_a_txt10.htm

BEBER OU NÃO BEBER LEITE??


O consumo exagerado de leite pode aumentar os riscos das mulheres desenvolverem câncer de ovário, revelou um estudo sueco publicado na revista científica American Journal of Clinical Nutrition.

A pesquisa, realizada pelo prestigiado Instituto Karolinska, acompanhou mais de 60 mil mulheres.
Os pesquisadores concluíram que mulheres que bebem dois ou mais copos de leite por dia aumentam os riscos em até 50% de desenvolverem formas mais agressivas da doença. Leite e produtos derivados do leite já haviam sido associados a outros tipos de tumores malignos, como os de seio e próstata.
O leite e seus derivados como queijos, cremes e manteiga são alimentos nutritivos, mas o seu uso diário e sistemático aumentou o risco de câncer de próstata em 42 países. No Japão a mortalidade por câncer de próstata era baixa em relação aos países ocidentais, aumentando significativamente após a Segunda Guerra Mundial, com a ocidentalização da dieta japonesa, quando o leite e derivados foram os itens alimentares que mais aumentaram em relação aos demais . Ficou estabelecido que o leite e derivados são fatores de risco para o câncer de próstata em 11 pesquisas publicadas entre 1984 e 2003”. Também são fatores de risco para outros tipos de câncer, principalmente o câncer de mama” .
As explicações disponíveis para estes fatos são as seguintes:

1) As gorduras saturadas do leite e derivados são excessivas e promovem o aparecimento do câncer. O tempo de promoção é longo, podendo passar 20 ou mais anos até surgir o câncer se não for interrompido o uso de leite e seus derivados .
2) A deficiência em fibras da alimentação, pelo uso sistemático de cereais e farinhas de cereais refinados, facilita a absorção destas gorduras.
3) As proteínas animais do leite e derivados e das carnes estimulam a síntese do I.G.F.1 (insulin like growth factor-l), fator de crescimento do câncer.
4) O alto teor em cálcio do leite e derivados suprime a conversão da 25 (OH) vitamina D para 1,25 (OH)2 vitamina D. Esta última tem efeito protetor contra o câncer de próstata (12).
5) O leite contém hormônios femininos (13-14). Os níveis circulatórios de hormônios femininos aumentam com o consumo de leite (15-16). O 17-B estradiol do leite é cancerígeno para a próstata (17).
6) O leite e derivados contêm altos níveis de I.G.F.-1 (18), para o crescimento do bezerro. Quanto mais leite e derivados consumimos, maiores os nossos níveis sanguíneos de I.G.F.-1. O I.G.F.-1 é fator de risco para câncer de próstata em seres humanos. Quanto mais elevados os níveis sanguíneos de I.G.F.-1, maior o risco de câncer de próstata (19).
7) O alto nível de estrógenos e I.G.F.-1 do leite desnatado promovem o aparecimento de câncer de mama em ratos (11). Portanto, além das gorduras saturadas existem outros fatores promotores do câncer no leite e derivados.

O leite e seus derivados vêm sendo pesquisados como fatores de risco para o câncer desde 1980, havendo 47 publicações que demonstram esta relação.

Sem dúvida o leite e seus derivados são alimentos nutritivos, tanto podemos observar que o bezerro, com 60kg ao nascer, pesa cerca de 500kg aos sete meses, tendo o leite como único alimento. Após esta idade, com dentição completa, este animal não mais irá ingerir leite.
Comparativamente o ser humano tem aproximadamente 3kg ao nascer e 9kg aos sete meses. O leite de vaca não tem composição projetada geneticamente para o nosso organismo. (Burkitt).
Para uma perfeita digestão, o leite precisa de enzimas que são fundamentais no processo, que são a renina(quimosina) e a lactase. A maioria dos seres humanos só produz estas enzimas até os três anos de idade; após este período há uma drástica redução em sua produção, sendo que algumas pessoas simplesmente param de produzi-las. Este fenômeno torna inviável a transformação do produto, fazendo o leite bem pouco assimilável pelo organismo.
O leite contém proteínas em abundância! Cerca de 80% dessas proteínas são caseína, a mesma cola usada para montar móveis e para fixar o rótulo na garrafa de cerveja. O Dr. Spock, o maior pediatra dos Estados Unidos, considera a caseína como principal causa de mucosidade, congestão e dores de ouvido na infância.
Vários outros estudos estão em andamento e avaliará com maior clareza o impacto da dieta no surgimento de tumores malignos.
Por enquanto, especialistas recomendam por via das dúvidas uma dieta moderada de leite, associando com uma alimentação balanceada.

BIBLIOGRAFIA
Qin, L.Q.: “Milk consumption is a risk factor for prostate cancer: metaanalysis of case-control studies” – Nutrition and câncer. 48 (1) 22-27 – 2004.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2004/11/041129_ovariomtc.shtml

Toxicologia Ambiental e saúde


Uma jovem afirmou: "Levo uma vida muito saudável. Como hortaliças e frutas frescas. Entretanto, o meu organismo é um coquetel de produtos químicos. Ao engravidar vou transmitir o veneno ao filho no meu ventre." O que é pior: mesmo o pesticida altamente tóxico DDT, proibido desde os anos 70 porque provoca câncer, ainda estava presente no organismo dessa mulher.
Há décadas esses produtos tóxicos são produzidos, com resultados cada vez mais visíveis. O números de cânceres cresce constantemente e as alergias aumentam rapidamente, chegando a produzir síndromes antes desconhecidas, como MCS, a síndrome de sensibilidade múltipla a produtos químicos, e CFS ou ME, a síndrome de fadiga crônica.
Em uma pesquisa realizada pela Universidade de Leicester, Grã-Bretanha, encontraram em uma única célula, de pessoa com 30 anos de idade, 500 substâncias químicas artificiais. Todas foram desenvolvidas e aplicadas no século 20. Posteriormente foi descoberto que muitas dessas são substâncias tóxicas, mesmo em quantidades mínimas. Muitas hoje são proibidas — porém não desaparecem, mas sempre voltam ao ciclo da natureza.

Muitos países ainda não aderiram à proibição desses tóxicos, que assim continuam sendo disseminadas através do mundo pela água, pelo ar, pelas lavouras, pelos alimentos.
A CASA PERIGOSA
Sistemas de aquecimento
Aquecedores a querosene e gás engarrafado.
Riscos: Monóxido de carbono, bióxido de nitrogênio, gás carbônico, gás sulfuroso.
Fogão, aquecedor e caldeira a gás.
Riscos: CO, NO2, CO2, SO2. Vazamento da chama do piloto.
Fogão a lenha e lareira
Riscos: CO2, fumaça, benzopireno.
Eletricidade
Fiação e aparelhos elétricos (TV, vídeo, eletrodomésticos, ferramentas elétricas, secador de cabelos, copiadora, etc.).
Riscos: Radiação eletromagnética de baixa dose, Ozônio.
Geladeira.
Riscos: CFCs (clorofluorcarbonetos) emitidos pelo sistema de refrigeração.

Forno de microondas.
Riscos: Irradiação por correntes de fuga. Alteração das proteínas.
Lâmpadas fluorescentes.
Riscos: PCBs dos starters e radiação eletromagnética.
Água
Riscos: Chumbo e outros metais pesados do encanamento. Nitratos, outros poluentes e produtos químicos. Bactérias nos chuveiros.
Ar

Sistemas de ar condicionado e ventilação, umidificadores.
Riscos: Microorganismos disseminados pelo ar, fungos, mofo. CFCs emitidos por alguns sistemas.
Materiais de construção
Gesso, cimento.
Riscos: Formaldeído. Podem conter níveis elevados de radônio.
Amianto (asbesto) nos materiais usados para isolamento acústico e resistentes ao fogo (ao redor de canos e aquecedores).
Telhas, piso, divisórias, caixas d'água e floreiras.
Riscos: Fibras minerais minúsculas que se desprendem e podem provocar problemas pulmonares graves. como asbestose e câncer do pulmão.
Isolamento com espuma.
Riscos: Formaldeído.
Madeira
Compensados usados em móveis, divisórias, pisos e paredes.
Riscos: Vapores de formaldeído emitidos pelas resinas usadas para a junção, principalmente, quando o compensado é novo. O risco é maior em clima quente, úmido.
Tratamento da madeira com inseticidas e fungicidas
Riscos: Lindano, pentaclorofenol ( PCPs ). Tecidos e fibras sintéticas
Por exemplo : polipropileno e poliéster usado em carpetes, forros, tapeçaria, colchões e roupas.
Riscos: Vapores de formaldeído, inseticidas, retardadores de combustão, produtos para não manchar e amarrotar, plásticos moles. Tintas, vernizes e removedores químicos
Usados em paredes, pisos, tetos, lambris e móveis
Riscos: Vapores tóxicos (os removedores de tinta são os mais tóxicos). Fungicidas e inseticidas. Metais.
Adesivos
Adesivos, colas e resinas usados para tacos, móveis, papel de parede e vedações.
Riscos: Vapores tóxicos (principalmente formaldeído) durante aplicação e secagem.
Metais
Usados na fabricação de panelas, tintas e nos encanamentos.
Riscos: Metais como chumbo, cádmio, mercúrio, alumínio, cobre são liberados na água. Tintas contêm chumbo e cádmio. Alumínio das panelas pode passar para os alimentos.
Plásticos
Espumas em estofados, colchões, travesseiros e almofadas.
Riscos: Como o polieuretano representa grave risco de incêndio, seu uso é proibido em diversos países.
Plásticos de vinil e pisos, paredes, instalação elétrica, lambris, papel de parede.
Riscos: Formaldeído e outros vapores tóxicos, cloreto de vinil.
Acrílicos usados na imitação de vidro e em embalagens.
Riscos: Vapores tóxicos, possivelmente cancerígenos.
Plásticos moles (termoplásticos) usados em inúmeros produtos domésticos (p.ex : embalagens e estocagem).
Riscos: Vapores (principalmente no calor) que contaminam os alimentos.
Produtos de limpeza
Produtos usados para limpar fornos e carpetes, polidores, branqueadores, desinfetantes, detergentes, aerosóis e produtos usados na higiene pessoal.
Riscos: Formaldeído, fenóis, cloreto de vinil, aldeídos, benzeno, tolueno, acetona, amoníaco, cloro, lixivia. Todos são extremamente tóxicos se engolidos. Os aerosóis que contém CFCs.
Praguicidas e fungicidas
Riscos: Tóxicos, possivelmente cancerígenos.
EFEITO BIOLÓGICO DOS POLUENTES E DAS TOXINAS


Gases de combustão
Monóxido de carbono (CO): Gás tóxico incolor, inodoro, produzido pela combustão incompleta de chamas de gás, madeira, carvão, tabaco e pelos veículos.
Efeito biológico: CO reduz a absorção de oxigênio, causando dores de cabeça, tontura, náusea e perda de apetite. (
Óxido de nitrogênio NO e NO2): Gases tóxicos, de forte odor, produzidos pela combustão incompleta de chamas de gás em fogões e aquecedores.
Efeito biológico: NO2, o mais tóxico dos dois gases, afeta o sistema respiratório.
Gás sulfuroso (SO2): Gás tóxico de cheiro sufocante, presente na fumaça de carvão e lenha, emitido por aquecedores a querosene SO2, produz poluição urbana e chuva ácida.
Efeito biológico: SO2 pode produzir problema respiratório (bronquite, asma) e dor de cabeça.
Dióxido de carbono (CO2 gás carbônico): Gás incolor e inodoro produzido pela combustão de gás em botijões.
Efeito biológico: Em ambientes sem boa ventilação, pode afetar o sistema nervoso central e tornar as reações mais lentas.
Compostos orgânicos voláteis
Formaldeído (HCHO é muito usado em colas, na produção de compensados e produtos plásticos. Como conservante, está presente em papéis, carpetes, móveis, cosméticos, espumas. Na roupa de cama e no vestuário, é usado para dar o acabamento. Também aparece na fumaça de carros e cigarros. À temperatura ambiente, os vapores tóxicos emitidos contaminam o ar.
Efeito biológico: Formaldeído é um gás bactericida que irrita fortemente a pele, os olhos, nariz e garganta, provoca dor de cabeça, tontura, náusea, dificuldade de respirar. Pode causar sangramento no nariz e depressão. Pode afetar as células genéticas e se tornar cancerígeno.
Organoclorados esses compostos de hidrocarboneto e cloro formam a base de muitos produtos químicos sintéticos. São encontrados em produtos de limpeza, purificadores do ar e polidores. São as substâncias voláteis mais tóxicas e estáveis. Incluem os PCBs (bifenil policlorado), conhecidos cancerígenos; PVC (cloreto polivinil) um plástico que emana gases para os alimentos estocados; cloraminas, gases tóxicos que são liberados quando água sanitária é misturada com um produto à base de amoníaco. Outras substâncias voláteis perigosas incluem amoníaco, terebintina e acetona em solventes e produtos de limpeza; naftalina em bolinhas contra traças; cloro na água sanitária.
Efeito biológico:Os vapores penetrantes dos compostos orgânicos voláteis provocam grave irritação na pele, nos olhos e nos pulmões. Causam dor de cabeça e náusea e prejudicam o sistema nervoso central. Todos são cancerígenos. Os vapores em solventes, praguicidas e soluções de limpeza, além de irritar a pele e causar depressão e dor de cabeça, podem prejudicar o fígado e os rins. A cloramina pode ser fatal.
Fenóis são substâncias cáusticas que encontramos em desinfetantes, resinas, plásticos e na fumaça de cigarro. As resinas de fenóis sintéticos em plástico duro, tintas e vernizes, contêm formaldeído. É preciso ter cuidado para nunca inalar pentaclorofenol, presente em fungicidas e produtos para conservar a madeira.
Efeito biológico: :Fenóis são corrosivos para a pele e danificam o sistema respiratório.
Partículas
Asbesto (amianto) são fibras perigosas obtidas na mineração de silicato natural, de cálcio e magnésio. Seu uso como material isolante e a prova de fogo é proibido em muitos países.
Efeito biológico:As fibras de amianto suspensas no ar constituem um grave risco para a saúde, pois causam asbestose e câncer.
Metais. Microelementos de chumbo, cádmio, mercúrio, alumínio e cobre, podem ser absorvidos e acumulados no organismo, atingindo níveis tóxicos.
Cádmio é um metal pesado usado como pigmento amarelo, laranja e vermelho do plástico. Carvão, óleo combustível e adubos químicos contém cádmio. Aparece no ar através da queima do lixo e da indústria e penetra no organismo pelo ar e pelos alimentos expostos à poluição.
Efeito biológico: Cádmio já em doses mínimas provoca envenenamento grave e prolongado. Produz danos também nos ossos, pulmões e ao sangue.
Chumbo: é um metal pesado que está presente nos encanamentos velhos e atinge o organismo através dos alimentos e utensílios usados na cozinha (por exemplo, cerâmica com esmalte à base de chumbo).
Efeito biológico: Chumbo afeta a respiração das células, o sistema nervoso e o sistema que produz o sangue. As consequências são a perda de memória, problemas do estômago e do fígado. O risco é maior para crianças e para gestantes, pois o chumbo pode afetar o feto.
Mercúrio é um metal líquido venenoso. É usado em termômetros, pilhas, lâmpadas, obturações de amálgama e na garimpagem do ouro. Através da queima do lixo atinge o meio ambiente.
Efeito biológico: A inalação ou ingestão de gases compostos de mercúrio produz efeitos graves sobre o organismo. Os sintomas só aparecem muito mais tarde, como falta concentração, depressão, queda de cabelo, sangramento do nariz, problemas nos olhos e nos sentidos.
Alumínio pode passar da panela para a comida.
Efeito biológico: Alumínio e mercúrio são encontrados em nível elevado no cérebro de pacientes com a Doença de Alzheimer.
_____
Fonte: texto adaptado de Natürlich Leben, nº. 4 de 2000.
http://www.taps.org.br/Paginas/cancerarti03.html
Em apenas 100 anos
o nosso organismo se tornou
um depósito de lixo tóxico ....
e o próprio homem é o culpado !

O que são adoçantes dietéticos?



Adoçante dietético é um produto constituído a partir dos EDULCORANTES, que são responsáveis pelo sabor doce com as calorias reduzidas, possuem o poder de adoçamento muitas vezes maior do que o açúcar e são recomendados para dietas especiais.

NÃO CALÓRICOS

1) Sacarina

Ë o adoçante artificial mais antigo, descoberto em 1897 e usado desde 1900. É uma alternativa barata e pode ser usada em cozimentos; aproximadamente 200 vezes mais doce que a sacarose, é absorvida lentamente, mas não é metabolizada pelo organismo, sendo excretada de forma inalterada pelo rim.

Riscos de câncer de bexiga foram associados com o consumo de al7tas doses de sacarina em animais de laboratório. Estes estudos foram realizados de maneira incorreta, pois a dosagem de sacarina aplicada foi muito elevada, equivalendo ao consumo diário de 750 a 1000 refrigerantes dietéticos. Entretanto, estudos epidemiológicos não têm confirmado esse efeito carcinogênico em humanos, mas a questão de carcinogenicidade da sacarina em humanos ainda não pode ser totalmente excluída.

A GRAS ( Generally Recognized as Safe ) e a ADA ( American Diabetes Association ) recomendam uma ingestão de até 500 mg/dia de sacarina para crianças que equivale a 25 a 30 colheres de chá por dia e 1000 mg/dia para adultos que equivale 50 a 75 colheres de chá por dia.

2) Ciclamato

Descoberto em 1940, é cerca de trinta vezes mais doce que a sacarose. Normalmente está associado à sacarinanos adoçantes.

Seu emprego foi proibido em 1970. Estudos realizados em ratos mostraram que altas doses (muito acima do consumo humano normal) estavam sendo associadas a risco de câncer na bexiga. Pesquisas continuam, com o objetivo de concluir a carcinogenicidade ou não do ciclamato.

Em abril de 1984, após revisão dos artigos, o FDA Cancer Assessment Committee of the Center for Foodsafety and Applied Nutrition concluiu que o ciclamato não é carcinogênico. A dose diária máxima de ciclamato é de 40 mg por quilo de peso corporal. Mesmo ingerindo um frasco pequeno de adoçante diariamente, não se atinge a dose máxima. O ciclamato é permitido nos Estados Unidos, Canadá, Brasil e mais de quarenta países.

3) Aspartame

Descoberto em 1965, o aspartame é uma proteína adocicada produzida comercialmente a partir de dois aminoácidos encontrados normalmente nos alimentos: metil-éster-fenilalanina e ácido l-aspártico, e seus nomes comerciais são: Nutrasweetâ e Equalâ .

Aprovado pela FDA (Food and Drug Administration), órgão de controle de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos em 1981, fornece 4 calorias por grama. Por ser 180 a 200 vezes mais doce que a sacarose, só pequenas quantidades são necessárias para adoçar, e consequentemente sua contribuição calórica fica insignificante. Cada envelope de 1g eqüivale a 2 colheres de chá de açúcar, contento no máximo 4 calorias. Por sua vez, 2 colheres de chá de açúcar fornecem 40 calorias. Não deve ir ao fogo porque em altas temperaturas sofre uma reação que causa perda do sabor doce. Recomenda-se acrescentar o produto aos alimentos e líquidos após a retirada do fogo, apesar de não terem sido notadas alterações quando utilizado em preparações com leve aquecimento ou em recheio de bolo, tortas, etc. De preferência, deve ser misturado aos alimentos no momento do consumo.

A FDA estipulou em 50 mg por quilo de peso corporal a ingestão diária aceitável para o aspartame. Esta quantidade corresponde a aproximadamente 1% da quatidade que se mostrou não-tóxica em animais.

Recentemente, criou-se especulações sobre o efeito cancerígeno e até o mal de Alzaimer e Lupus provocado pelo consumo de aspartame. Mas nada foi comprovado sobre tais hipóteses, necessitando de um estudo epidemiológico sério para se concluir sobre a existência ou não de efeitos colaterais no uso deste edulcorante.

A única contra-indicação é para os portadores de fenilcetonúria. Esta anomalia é rara e geralmente é diagnosticada ao nascimento. Ocorre devido à incapacidade do organismo de metabolizar a fenilalanina, requerendo portanto controle da ingestão dietética desse aminoácido, que existe em muitos alimentos, por exemplo, leite, carne, pão etc. Concentrações de fenilalanina elevadas no sangue podem causar dano cerebral nos portadores dessa anomalia.

O rótulo dos produtos adoçados com aspartame deve notificar ao consumidor a presença do aminoácido fenilalanina.

4) Acesulfame K

Recém-lançado no comércio brasileiro, o Ace-K é a nova escolha em adoçantes. Descoberto em 1967, foi aprovado pela FDA em 1988 para uso em bebidas, sobremesas, gomas de mascar e adoçantes de mesa.

O Ace-K é um sal de potássio sintético. O corpo absorve mas não o metaboliza, o que significa que é eliminado tal como é ingerido. O Ace-K não eleva a glicemia. Pode ir ao fogo. A FDA estipulou a ingetão máxima em 15mg por kg de peso corporal/dia, o que equivale a uma colher de chá por quilograma de peso.

Por exemplo se uma pessoa pesa 70 quilos pode consumir 1050 mg por dia deste edulcorante, ou seja 70 colheres de chá.

Pessoas com problema renal que nessecitam limitar a ingestão de potássio (K) devem estar cientes de que este produto contém pequenas quantidades de potássio.

5 ) Stévia

Steviosídeo é o adoçante extraído da stévia, planta originária da Serra do Amambaí, na fronteira do Brasil com o Paraguai. Foi identificada em 1905, mas suas propriedades edulcorantes há séculos eram conhecidas pelos índios guaranis. Em 1964, a stévia foi levada para o Japão, que em 1970 começou a produzir o steviosídeo, hoje largamente consumido no mundo oriental. O steviosídeo não é calórico e pode ir ao fogo. É o único adoçante de origem vegetal produzido em escala industrial.

ADOÇANTES CALÓRICOS

1)Frutose

A frutose é mais doce que a sacarose, e seu metabolismo inicial independe da ação da INSULINA. Por décadas, muitos diabetólogos e comitês, incluindo a American Diabetes Association (ADA), recomendaram

Restrição de açúcares simples, tais como frutose, na dieta de diabéticos. Essas recomendações foram baseadas em pesquisas conflitantes que sugerem que açúcares simples causam elevação rápida na glicemia. Em contraste, outros estudos mais recentes mostraram que a frutose, quando incorporada às refeições, não altera a glicemia, o que é explicado por sua lenta absorção intestinal. Seu conteúdo calórico é igual ao da sacarose (açúcar de mesa), devendo ser considerada na contagem calórica de dietas para obesidade. Seu alto potencial de adoçar torna a frutose um adoçante pouco calórico quando comparada com outros açúcares, já que são necessárias dosagens pequenas de frutose para se atingir um sabor adocicado.



2)Sorbitol, Manitol e Xylitol

São álcoois de açúcar obtidos comercialmente da redução da glicose (sorbitol) e frutose (manitol). Contêm teor calórico semelhante ao da sacarose (4 calorias por grama). Seu uso é permitido a diabéticos. Na deficiência de insulina, o sorbitol e o manitol podem ser convertidos em glicose, elevando a glicemia. Estes dois adoçantes, quando ingeridos em excesso por pessoas sensíveis a eles, podem causar diarréia. Deve-se procurar ingerir até 30 a 50g em doses parceladas por dia, embora alguns indivíduos não tolerem quantidades superiores a 10 gramas.

O xylitol é um álcool de açúcar obtido da hidrogenação da xilose (tipo de açúcar). Contém 4 calorias por grama, mas é absorvido lentamente, resultando em pouca influência na glicemia. Altas doses podem levar à diarréia. Ë utilizado pela indústria em produtos de goma de mascar, dado o seu efeito não-cariogênico (formador de cáries). Os adoçantes (sorbitol, manitol, xylitol) são utilizados por indústrias na elaboração de produtos dietéticos. O sorbitol, vendido na sua forma pura, é recomendado para preparo de bolos.

Fonte:http://www.ciagri.usp.br/~luagallo/adocantes.htm

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