As tartarugas, jabutis e cágados são animais que pertencem ao grupo Chelonia ou Testudines, que possuem carapaça dorsal arredondada e plastão plano unidos nas lados, mandíbulas e maxila com bainhas córneas. São ovíparos, colocando seus ovos em buracos no chão.
Em vista do habitat em que são encontrados, as espécies de quelônios podem ser divididas popularmente em três grandes grupos:
- as terrestres, conhecidas como jabutis; 
- as de água doce, conhecidas como cágados; 
- e as marinhas, conhecidas como tartarugas marinhas. 
Tartarugas terrestres:
As tartarugas terrestres, vulgarmente conhecidas como jabutis, vivem exclusivamente na terra, vagando normalmente por áreas abertas como campos, cerrados ou savanas.
São animais lentos que se defendem escondendo-se dentro de sua carapaça, que tem o formato arredondado. Exemplo Geochelone carbonaria que vive no cerrado principalmente, o jabuti-tinga (Geochelone denticulata).
Tartarugas de água doce:
As tartarugas de água doce são conhecidas vulgarmente como cágados, sendo que muitas espécie têm o formato da cabeça de maneira que se recolhe lateralmente como "canivete".
Dentre as mais conhecidas tartarugas de água que ocorrem no Brasil estão: a tracajá (Podocnemis unifilis), conhecida em inglês com Yellow Spotted Sidenecked, e a tracajá-do-rio-negro (Podocnemis erythrocephala), em inglês chamada Red-headed Amazon Sidenecked Turtle, Cágado-de-barbela (Phrynops hilarii), a tigre-d’água (Trachemys dorbignyi) em inglês Orbigny’s Brazilian Slides.
Tartarugas marinhas
As tartarugas marinhas vivem em todos os mares subtropicais e tropicais do globo. São sete as espécies conhecidas, que variam de tamanho, sendo que a tartaruga-de-couro pode chegar a cerca de 650 kg, constituindo-se em um impressionante animal; são elas:
- Caretta caretta (cabeçuda; longgerhead turtle);
Distribui-se pelas regiões subtropicais e temperadas em todo o mundo.
- Chelonia mydas (tartaruga-verde; green sea turtle);
É encontrada em águas tropicais de todo o mundo.
- Dermochelys coriacea (tartaruga-de-couro; leatherback turtle);
Encontrada em todos os mares do mundo. Hábitos pelágicos.
- Eretmochelys imbricata (tartaruga-de-pente; hawksbill turtle);
Distribui-se em todos os oceanos do mundo.
- Lepidochelys olivacea (tartaruga-oliva; olive ridley turtle);
Habita os oceanos Atlântico, Índico e Pacífico.
- Lepidochelys kempii (tartaruga-de-Kemp; Kemp's ridley turtle);
Distribuição restrita ao Golfo do México.
- Natator depressus (tartaruga-de-casco-achatado; flatback turtle).
Distribuição restrita ao continente australiano.
Das sete espécies de tartarugas marinhas existentes no mundo, as cinco primeiras acima relacionadas podem ser encontradas nas águas do território brasileiro, porém, todas as espécies de tartarugas marinhas estão ameaçadas de extinção e constam do livro vermelho da CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional para a Conservação da Natureza).
Causas de declínio das tartarugas:
Muitas espécies de tartaruga estão ameaçadas de extinção e os motivos principais são:
- as terrestres são animais lentos que são fáceis de se pegar, sendo objeto fácil do tráfego:
- são muito procuradas por sua carne, principalmente as tartarugas de rio e as do mar;
- destruição do habitat, principalmente o local de desova que deve ser uma praia sossegada, tanto de rio para as espécies de água doce, quanto litorânea em se tratando de tartarugas marinhas.
- poluição dos mares e rios;
- morte por afogamento em redes de pesca, principalmente as espécies marinhas.
Fonte: Projeto Tamar
Imagens: The Macdonald encyclopedia of Amphibians and Reptiles(M.E.A.R.)
Tartarugas, jabutis e cágados.
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Sapos, rãs e pererecas
Foto: J.A.Bertoluci
Os anuros são um grupo de anfíbios que não possuem cauda e possuem estrutura de esqueleto adaptada para locomoção aos saltos.
A diversidade de anuros é enorme e este grupo está presente em todos os continentes, com exceção da Antática. Existem anuros adaptados à vida aquática, terrestre, arborícola e fossorial. Todos são carnívoros, alimentando-se de invertebrados, outros anuros e pequenos mamíferos. Em geral utilizam a visão para a detecção da presa, é importante que haja movimento.
Esses animais possuem uma grande variedade de estratégias reprodutivas, que vão desde o desenvolvimento direto dos girinos, ninhos de espuma individuais e coletivos, ninhos em folhas, em bromélias, em bacias de barro à desova direta na água. A parte mais fascinante da reprodução dos anuros é entretanto a vocalização do macho para atrair a fêmea. Cada espécie produz um som diferente originando grande variedade de sons emitidos. São capazes de emitir também sons de agonia e de defesa de território.
Os anuros são popularmente conhecidos como sapos, rãs e pererecas.
Sapos
Foto:G.Skuk
A designação popular sapos, tem duas conotações, uma que se refere aos anuros em geral e outra que diz respeito aos anuros que possuem pele bastante rugosa.
Os sapos são mais independentes da água que as rãs e pererecas, ou seja, são encontrados mais distantes de corpos d'água. Possuem a pele rugosa e os membros posteriores mais curtos que os demais anuros, bem como uma concentração de glândulas de veneno nas laterais da cabeça (glândulas paratóides). Não existe mecanismo ejetor, se o animal for capturado, o veneno escorrerá na forma de um líquido leitoso.
São comumente encontrados nas cidades sob postes de iluminação a espera de insetos atraídos pela luz.
Rãs
Foto:J.A.Bertoluci
As rãs são popularmente conhecidas como anuros bastante ligados à água e bons nadadores. São animais de pele lisa e apreciados quanto a sua carne.
As rãs "verdadeiras" possuem membranas entre os dedos dos membros posteriores (como num pé de pato),são longos e adaptados à natação e aos saltos.
Pererecas
Foto:G.Skuk
As pererecas são comumente encontradas em banheiros de casas do interior. Também possuem a pele mais lisa que os sapos, como as rãs. Seus membros são bastante desenvolvidos e adaptados a grandes saltos.
Apresentam nas pontas dos dedos expansões em forma de disco que promovem adesão. São por isso capazes de caminhar em superfícies verticais, o que convém a seu hábito arborícola.
Fonte:http://dreyfus.ib.usp.br/bio435/bio43597/vanessa/chave/anu.htm
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