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MANGUE - Santuário Ameaçado!!!


O termo "mangue" origina-se do vocábulo Malaio, "manggimanggi" e do inglês mangrove, servindo para descrever as espécies vegetais que vivem no manguezal.
O termo manguezal é utilizado para descrever uma variedade de comunidades costeiras tropicais dominadas por espécies vegetais, arbóreas ou arbustivas que conseguem crescer em solos com alto teor de sal
As regiões de mangue situam próximas ao mar e recebem tanto água salgada, pela ação das marés, como água doce, dos rios que ali desembocam. É um ecossistema costeiro de transição entre os ambientes terrestres e marinhos, característicos de regiões costeiras tropicais e subtropicais estabelecendo-se nas zonas entre marés e sujeito ao regime delas.
É constituído por uma vegetação lenhosa e arbórea que coloniza solos lodosos, adaptados às condições específicas deste ambiente. É rico em matéria orgânica, tem pouco Ter de oxigênio, apresenta grande variedade de espécies de microorganismos, macro-algas, crustáceos e moluscos. É local propício a proteção, alimentação, moradia, reprodução e desova de muitos animais.

O Brasil tem uma das maiores extensões de manguezais do mundo: desde o Cabo Orange no Amapá até o município de Laguna em Santa Catarina. Hoje em dia o manguezal ocupa uma superfície total de mais de 10.000 km² , a grande maioria na Costa Norte. O Estado de São Paulo tem mais de 240 km² de manguezal. No passado, a extensão dos manguezais brasileiros era muito maior: muitos portos, indústrias, loteamentos e rodovias costeiras foram desenvolvidos em áreas de manguezal.
Ao contrário de outras florestas, os manguezais não são muito ricos em espécies, porém, destacam-se pela grande abundância das populações que neles vivem. Por isso podem ser considerados um dos mais produtivos ambientes naturais do Brasil.
Somente três árvores constituem as florestas de mangue: o mangue vermelho, o mangue seriba e o mangue branco. As árvores são acompanhadas por um pequeno número de outras plantas, tais como a samambaia do mangue, o hibisco e a gramínea Spartina. Ricas comunidades de algas crescem sobre as raízes aéreas das árvores, na faixa coberta pela maré. Pelo contrário, os troncos permanentementes expostos e as copas das árvores são pobres em plantas epífitas.

Quanto à fauna, destacam-se as várias espécies de caranguejos, formando enormes populações nos fundos lodosos. Nos troncos submersos, vários animais filtradores, tais como as ostras, alimentam-se de partículas suspensas na água. A maioria dos caranguejos são ativos na maré baixa, enquanto os moluscos alimentam-se durante a maré alta. Uma grande variedade de peixes penetra nos manguezais na maré alta. Muitos dos peixes que constituem o estoque pesqueiro das águas costeiras dependem das fontes alimentares do manguezal, pelo menos na fase jovem. Diversas espécies de aves comedoras de peixes e de invertebrados marinhos nidificam nas árvores do manguezal. Alimentam-se especialmente na maré baixa, quando os fundos lodosos estão expostos.
Os manguezais fornecem uma rica alimentação proteica para a população litorânea brasileira: a pesca artesanal de peixes, camarões, caranguejos e moluscos é, para os moradores do litoral, a principal fonte de subsistência.
O manguezal foi sempre considerado um ambiente pouco atrativo e menosprezado, embora sua importância econômica e social seja muito grande. No passado, estas manifestações de aversão eram justificadas, pois a presença do mangue estava intimamente associada à febre amarela e à malária. Embora estas enfermidades já tenham sido controladas, a atitude negativa em relação a este ecossistema perdura em expressões populares onde a palavra mangue, infelizmente, adquiriu o sentido de desordem, sujeira ou local suspeito.
A destruição gratuita, a poluição doméstica e química das águas, derramamentos de petróleo e aterros mal planejados, são os grandes inimigos do manguezal.
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Para saber mais clique aqui
fontes consultadas:
http://www.usp.br/cbm/index.php/artigos-acesso-livre/76-o-manguezal-e-a-sua-fauna.html
http://www.vestibular1.com.br/revisao/ecologia_estuarios_manguezais.doc



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Águas-vivas, PERIGO!!!!


Elas não têm cérebro, coração, nem pulmões ou ossos. Pertencem ao grupo dos Cnidários(celenterados). Parecem mais um punhado de gelatina, com longos cordões pendurados. As medusas são conhecidas no mundo inteiro, com os mais diversos apelidos (águas-vivas, água-má, chora-vinagre ou mãe-d'água). Os biólogos já catalogaram cerca de 9.000 espécies, desde as mais simples, chamadas hidromedusas, até as cifomedusas, bem maiores e um pouco mais complexas. O tamanho pode variar de alguns centímetros a mais de 2 metros de diâmetro, com tentáculos de até 30 metros de comprimento. Elas devem ser as campeãs de adaptação e resistência. Povoam os mares com o mesmo formato e metabolismo de seus ancestrais, surgidos no período Cambriano, há cerca de 700 milhões de anos.

Todas as águas-vivas são capazes de infligir algum dano ao homem, porém apenas algumas espécies são realmente perigosas e podem provocar lesões muito dolorosas e sérias. Em nosso litoral são muito comuns as espécies capazes de provocar pequenas lesões e dermatites dolorosas. As mais perigosas, pouco comuns, podem infligir desde as lesões moderadas (dor pulsátil ou latejante, porém raramente causando inconsciência) às lesões severas (dor intensa que pode levar à perda da consciência e ao afogamento). Os acidentes com as espécies muito perigosas, denominadas vulgarmente de vespas-do-mar, e que podem provocar, além de erupções lacerantes e dor lancinante, falência circulatória e paralisia respiratória, mas, são mais raros em nossa costa.Os mecanismos responsáveis por estas queimaduras são os Cnidocistos: células especializadas, característica única de todos cnidários, que contêm organelas capazes de eversão conhecidas como cnidos ( os mais comuns são os nematocistos ) . O mecanismo de descarga envolve uma rápida alteração da pressão osmótica dentro da cápsula. Os nematocistos funcionam na captura de presas e muitos podem injetar toxinas. As diferentes espécies de cnidários possuem de um a sete tipos de nematocistos, com o número e os tipos dependendo da presa . Os cnidos são utilizados uma única vez, novos cnidocistos são formados a partir das células intersticiais vizinhas. Os nematocistos descarregados são substituídos dentro de 48 hs .

Epidemiologia
Existem duas classes implicadas em acidentes importantes na costa brasileira:
1. as caravelas (Hidrozoa), especificamente a Physalia
physalis
, colônias de pólipos dotadas de um corpo pneumático de cor púrpura ligado a longos tentáculos. Durante os meses quentes surgem em grande número em algumas praias, sendo as principais responsáveis por acidentes por celenterados no país. Outro fator que predispõe o contato com caravelas é a tendência desses animais de permanecerem na superfície apenas em horas de sol menos intenso (manhã, final de tarde e à noite).
2. Algumas águas-vivas (Scyphozoa) podem provocar acidentes graves, um exemplo é a, encontrada em mar aberto
Chiropsalmus quadrumanus. A espécie Chironex fleckeri, do Oceano Índico, pode levar à morte em minutos, com óbitos em cerca de 10% de acidentes.1 Existe semelhança entre as duas espécies, mas a magnitude do acidente por Chiropsalmus não é conhecida
Primeiros socorros
Em caso de queimadura por contato com águas-vivas, aconselha-se lavar o ferimento com água salgada para retirar o excesso de nematocistos que ainda estiverem aderidos à pele. Molhar o local com vinagre também pode ajudar, sua ação ajuda a desnaturar a toxina. A vítima deve ser levada ao hospital para receber medicação.

Prevenção

Não há uma regra específica, apenas sabe-se que os "ataques" ocorrem mais em águas calmas e quentes (90%) e no período da tarde (69%) e atingem mais as pernas (77%), que o uso de óleos minerais podem impedir a fixação dos tentáculos e, que as roupas de neoprene dos surfistas e mergulhadores impedem a fixação dos nematocistos. Fora isso a regra é: ao menor contato, avise os demais banhistas e saia da água !


Fontes consultadas:
http://www.geocities.com/CapeCanaveral/7754/gelatinas.htm http://www.institutoaqualung.com.br/info_seres_perigosos05.html

Eu sou Macaco, prego!! Sou Macaco e não nego!


O problema da moradia no nosso país é mesmo muito sério, ao ponto de despejar um macaco-prego da sua própria mata. O macaco-prego Chico, que vive em um parque situado na Mata do Ipê, em Uberaba (MG), vai deixar o local. Famoso por suas travessuras, seu destino será a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração na cidade de Araxá (MG), onde será avaliado e depois será encaminhado a outro local, onde provavelmente viverá em cativeiro. Clique aqui e saiba mais!!
Este é um bom exemplo de como o homem pode interferir negativamente no meio-ambiente, causando danos a ele mesmo e ao animal. Mas, o mais curioso desta história é que a vítima inocente foi quem tornou-se réu, expulso de seu habitat e preso, em prol do lazer dos seus algozes. Se o macaquinho Chico pudesse falar certamente diria:
Eu sou macaco prego
O bicho mais bonito do terreiro
Só não vê quem é cego
Eu gosto de mim mesmo o tempo inteiro
Eu sou macaco prego
Custei pra dar um jeito no cabelo
Cuidado que eu te pego
Não vem passando o dedo no meu pêlo
O sol do meio dia é um chicote
Eu tenho algum trabalho pra fazer
Outro macaco entrou no meu caixote
Vou lá botar o mico pra correr
Eu sou macaco prego
Sou macaco e não nego
Eu vivo e não me entrego
Não peço e não delego - satisfação."

Este não é um fato isolado,em Pernambuco outro macaco-prego foi devolvido ao Instituto Brasileiro do Meio-Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) por um zoológico de Recife,por mau comportamento. Segundo Alberto Gomes Junior, veterinário do instituto, “um dos macacos que a gente recebeu aqui foi devolvido porque estava ensinando os outros animais a fugir“,o macaco ensinava-os a nadar.Leia mais...
O macaco-prego é reconhecido como um dos mais inteligentes macacos do Novo Mundo, dotado de grande capacidade de aprendizagem o que lhe proporciona uma grande sociabilidade, entretanto, esses animais são adaptados mesmo é para viver em matas tropicais, sua cauda longa e preênsil lhes confere uma enorme agilidade para correr e saltar de uma árvore a outra.O fato de ingerirem e manipularem uma grande quantidade de frutos os torna muito importantes no processo de espalhamento de sementes, contribuindo para estabilidade do ecossistema.
Os macacos-pregos são espécies ameaçadas de extinção, incluídas na categoria vulnerável nos estados BA, ES e MG, em consequência da perda do seu habitat natural para o estabelecimento de pastagens e monoculturas (como a nossa cana-de-açúcar) e da derrubada das florestas pela indústria madereira. Outro problema enfrentado pela espécie é a captura ilegal para o mercado clandestino de animais domésticos.
Um detalhe muito importante sobre o macaco-prego é que apesar de altamente sociável, brincalhão e curioso, eles são animais e, como tal, podem reagir de forma agressiva a determinados estímulos:Veja exemplo , além de serem possíveis portadores e transmissores de doenças, como a raiva.Para saber mais clique aqui
Fonte consultada:

http://biosonialopes.editorasaraiva.com.br/navitacontent_/userFiles/File/SoniaLopes_Powerpoints/SoniaLopes_Saibamais/macacoprego.pdf

IMPACTOS AMBIENTAIS PROVOCADOS PELA EXPLORAÇÃO MINERAL


Ao longo de muitas décadas a extração mineral(Pedreiras, lavras e mineradoras), têm se firmado como uma atividade que, além de gerar empregos e ser fonte extra de renda para pequenos proprietários rurais, sobretudo nas localidades onde não há desenvolvimento ou perspectivas de melhoria social, também é uma atividade que causa enormes impactos ambientais, muitos destes irreversíveis.

A exploração mineral em si, já é uma atividade não sustentável, ou seja, o que foi extraído nunca mais será reposto, e existem procedimentos que têm que ser utilizados para minimizar o impacto ambiental da atividade, como cobertura vegetal, preservação de cursos d'água e da paisagem cênica, manutenção da flora e da fauna da região, controle sobre poluição sonora e disposição de rejeitos, etc.

Os efeitos ambientais estão associados, de modo geral, às diversas fases de exploração dos bens minerais, como à abertura da cava, (retirada da vegetação, escavações, movimentação de terra e modificação da paisagem local), ao uso de explosivos no desmonte de rocha (sobrepressão atmosférica, vibração do terreno, ultralançamento de fragmentos, fumos, gases, poeira, ruído), ao transporte e beneficiamento do minério (geração de poeira e ruído), afetando os meios como água, solo e ar, além da população local.


IMPACTOS AMBIENTAIS PROVOCADOS PELA EXPLORAÇÃO MINERAL

· alterações dos cursos d'água;
· aumento do teor do material sedimentado em suspensão, promovendo assoreamento,
· desmatamento;
· descaracterização do relevo;
· formação das cavas;
· assoreamento de cursos d'água, presentes;
· destruição de áreas de preservação permanente;
· destruição da flora e fauna.
· Alteração do meio atmosférico ( aumento da quantidade de poeira em suspensão no ar);
· Alteração dos processos geológicos (erosão, voçorocas, hidrogeologia), entre outros.


Não há como parar a exploração mineral uma vez que seus produtos são de grande importância para a sociedade. O grande desafio é explorá-los com responsabilidade e sutentabilidade, sem degradar o meio ambiente, ou ao menos minimizar estes impactos. E, para que isso ocorra é preciso haver uma conscientização do empreendedor de que é perfeitamente possível o desenvolvimento da mineração dentro de um conceito de sustentabilidade onde o mínimo de agressão ao ecossistema e o melhor aproveitamento dos recursos minerais são a base para prevenir futuras penalizações dos órgãos competentes, melhorar seu desempenho ambiental e garantir um meio ambiente ecologicamente equilibrado para todos.


Para saber mais clique aqui
fontes consultadas:
http://ddd.uab.es/pub/revibec/13902776v5p27.pdf
http://www.anuario.igeo.ufrj.br/anuario_2002/vol25_151_171.pdf



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Compostagem: Dando valor ao que não "presta"

Nestes últimos anos houve um aumento acentuado da produção de resíduos sólidos resultantes de uma sociedade extremamente consumista e globalizada, fruto do avanço tecnológico e crescimento econômico.Sua prática é baseada em "O QUE NÃO PRESTA JOGA-SE FORA!!" Isso, lamentavelmente, se afasta do modelo de desenvolvimento sustentável que tanto se almeja. Como consequência desse fenômeno, o tratamento e destino final dos resíduos sólidos tornou-se um processo de grande importância nas políticas sociais e ambientais dos países mais desenvolvidos. Como regra geral, a maior fração destes resíduos é ocupada pela matéria orgânica e um dos processos mais utilizados para lidar com esse material é a compostagem.
A compostagem é um processo biológico, através do qual os microrganismos convertem a parte orgânica dos resíduos sólidos urbanos (RSU) num material estável tipo húmus, conhecido como composto. A compostagem, embora seja um processo controlado, pode ser afetada por diversos fatores físico-químicos que devem ser considerados, pois, para se degradar a matéria orgânica existem vários tipos de sistemas utilizados.
Educação com o destino do lixo.Nada mais do que a obrigação de cada um de nós.
COMPOSTAGEM EM CASA
Este processo requer que cada indivíduo dentro da sua própria casa desenvolva um método de processar restos de jardim, principalmente folhas e aparas de relva. Se forem galhos, mato, toras de madeira, também funciona. O método mais simples requer a disposição do material numa pilha que vai ser regada e revolvida ocasionalmente, tendo em vista a promoção de umidade e oxigênio aos microorganismos da mistura. Durante o período de compostagem (que poderá levar um mês ou um ano), o material empilhado sofre decomposição por intermédio de bactérias e fungos até a formação de húmus. Quando este material composto se encontrar estabilizado biologicamente, poderá ser usado para correção de solos ou como adubo.
É importante salientar que sistemas imaginativos de compostagem em jardins têm sido desenvolvidos com grande êxito, devido a facilidade em construir o sistema.
COMO FAZER
Compostagem é como cozinhar, com muitas receitas e variações, você faz sucesso!
Esta poderá ser uma aproximação simples:

1. Recolha folhas, erva e aparas de jardim;
2. Coloque num monte ou caixote;
3. Salpicar com água, mantendo a umidade.

Para uma compostagem rápida (1-3 meses) alternar camadas de misturas verdes e materiais secos. Para arejar o empilhado, remexa e retalhe os materiais em bocados mais pequenos e umedeça-os. Para uma compostagem lenta (3-6 ou mais meses) adicionar, continuamente, material ao caixote e manter a umidade. É simples e novas receitas dentro deste contexto se encaixam perfeitamente!
Observação
Restos de comida, serão bem vindos, mas alimentos de origem animal (carne) podem atrair ratos e pragas do gênero.
FATORES FÍSICO-QUÍMICOS
Teor de Umidade
O teor ótimo de umidade para compostagem aeróbica compreende-se entre 50 a 60%. O ajuste de umidade pode ser feito por mistura de componentes. Na prática também se verifica que depende da eficácia do arejamento (manual ou mecânica) da massa em compostagem, nas características físicas dos resíduos (estrutura, porosidade etc.) e na carência microbiológica da água. Altos teores (~ 65%) fazem com que a água ocupe os espaços vazios da massa, impedindo a livre passagem do oxigênio, o que poderá provocar o aparecimento de zonas de anaerobiose.
Baixos teores de umidade (inferiores a 40%), inibem, por sua vez, a atividade microbiológica, diminuindo a taxa de estabilização.
O teor ótimo de umidade é de, aproximadamente, de 55%.
Controle de odores
A maior parte dos problemas de odores nos processos de compostagem aeróbia estão associados ao desenvolvimento de condições anaeróbias na pilha de compostagem.
Em grandes processos de compostagem aeróbia é comum encontrar fragmentos de revistas, livros e outros compostos orgânicos que não são compostados num espaço curto de tempo, e como o oxigênio nem sempre é suficiente, desenvolvem-se condições anaeróbias. Nestas circunstâncias, há produção de ácidos orgânicos que emitem odores intensos. Para minimizar os potenciais problemas de odores é importante reduzir o tamanho das partículas, retirar plásticos e outros materiais não biodegradáveis do material orgânico para compostar.
Qualidade do produto final
A qualidade do composto obtido pode ser definida em termos de composição de nutrientes e de matéria orgânica, pH, textura, distribuição do tamanho das partículas, percentagem de sais, odor residual, grau de estabilidade e maturação, presença de organismos patogênicos e concentração de metais pesados. Infelizmente, estes valores são bastante variáveis e não existe consenso quanto às quantidades ideais para estes parâmetros.
rápido. Para além do composto ser calibrado pode-se considerar que ocorre uma triagem biológica, já que as minhocas tendem a recuperar o material orgânico ligado ao inorgânico, valorizando também os inertes, dado que ficam mais limpos. Relativamente à qualidade do composto verifica-se uma melhoria tendo em consideração que à digestão das minhocas estão associadas enzimas e microorganismos. O processo de digestão demora menos de dois meses, permitindo que seja feito em espaços cobertos, em condições ambientais controladas.
PROBLEMAS
Os principais problemas associados à utilização do processo de compostagem são: os maus odores, os riscos para a saúde pública, a presença de metais pesados e a definição do que constitui um composto aceitável. A separação de plásticos e papéis também pode constituir um problema, pois, uma grande quantidade de papel reduz a proporção de nutrientes orgânicos e plásticos são muito lentos em sua decomposição, reduzindo a homogeneidade do composto. A não ser que estas questões sejam resolvidas e controladas, a compostagem pode tornar-se numa técnica inviável.
Produção de odores
Sem um controle apropriado do processo, a produção de odores pode tornar-se um problema. Como consequência a escolha da localização da estação de compostagem, o design do processo e a gestão do odor biológico são de extrema importância.
Produção de biogás
Esta é também uma consequência indireta da compostagem, pois, está relacionada com a deposição de materiais em aterro. A formação de biogás nos aterros pode ser bastante nociva para o ambiente, uma vez que, ocorre uma grande libertação de metano para a atmosfera que contribui para o aumento do efeito estufa. Constitui também um risco para a segurança do próprio aterro, uma vez que, pode provocar explosões. Existem processos que permitem a recolha deste gás para posterior combustão ou aproveitamento energético.
Riscos para a saúde pública
Se a operação de compostagem não for conduzida adequadamente existem fortes probabilidades de os organismos patogênicos sobreviverem ao processo. A ausência de microorganismos patogênicos no composto final é extremamente importante, uma vez, que este vai ser utilizado em aplicações às quais as pessoas vão estar diretamente expostas. No entanto, o controle desses microorganismos pode ser facilmente alcançado, quando o processo é eficiente e controlado. A maior parte dos microorganismos patogênicos são facilmente destruídos às temperaturas e tempos de exposição utilizados nas operações de compostagem (55ºC durante 15 a 20 dias).
Presença de metais pesados
Pode afetar todas as operações de compostagem, mas principalmente, aquelas onde se utilizam esfarrapadoras mecânicas. Quando os metais dos resíduos sólidos são desfeitos, as partículas metálicas que se formam podem ficar agarradas aos materiais mais leves. Depois da compostagem estes materiais vão ser aplicados ao solo, podendo provocar sérios problemas de toxicidade. Normalmente, a quantidade de metais pesados encontrados no composto produzido a partir da parte orgânica dos RSU é bastante inferior a verificada nas lamas de águas residuais. Quando há separação prévia dos resíduos, a concentração de metais pesados é ainda menor. A co-compostagem de lamas de águas residuais com a parte orgânica dos RSU é uma solução para reduzir a concentração de metais nas lamas.
Texto: Renato Russo
Disponível em http://educar.sc.usp.br/biologia/textos/m_a_txt10.htm

Matas Ciliares


O que é Mata Ciliar?

Mata ciliar é a formação vegetal localizada nas margens dos rios, córregos, lagos, represas e nascentes. Também é conhecida como mata de galeria, mata de várzea, vegetação ou floresta ripária. Considerada pelo Código Florestal Federal como "área de preservação permanente", com diversas funções ambientais, devendo respeitar uma extensão específica de acordo com a largura do rio, lago, represa ou nascente.

O que acontece sem a mata ciliar?

O uso das áreas naturais e do solo para a agricultura, pecuária, loteamentos e construção de hidrelétricas contribuiram para a redução da vegetação original, chegando em muitos casos na ausência da mata ciliar.

ESCASSEZ DA ÁGUA

A ausência da mata ciliar faz com que a água da chuva escoe sobre a superfície, não permitindo sua infiltração e armazenamento no lençol freático. Com isso, reduzem-se as nascentes, os córregos, os rios e os riachos.

EROSÃO E ASSOREAMENTO



A mata ciliar é uma proteção natural contra o assoreamento. Sem ela, a erosão das margens leva terra para dentro do rio, tornando-o barrento e dificultando a entrada da luz solar.


PRAGAS NA LAVOURA

A ausência ou a redução da mata ciliar pode provocar o aparecimento de pragas e doenças na lavoura e outros prejuízos econômicos às propriedades rurais.

QUALIDADE DA ÁGUA


A mata ciliar reduz o assoreamento dos rios, deixa a água mais limpa, facilitando a vida aquática.

IMPEDE A FORMAÇÃO DE CORREDORES NATURAIS

Essas áreas naturais possibilitam que as espécies, tanto da flora, quanto da fauna, possam se deslocar, reproduzir e garantir a biodiversidade da região.

Para que preservar as Matas Ciliares?

- Reter/filtrar resíduos de agroquímicos evitando a poluição dos cursos d’água
- Proteger contra o assoreamento dos rios e evitar enchentes
- Formar corredores para a biodiversidade
- Recuperar a biodiversidade nos rios e áreas ciliares
- Conservar o solo
- Auxiliar no controle biológico das pragas
- Equilibrar o clima
- Melhorar a qualidade do ar, água e solo
- Manter a harmonia da paisagem
- Melhorar a qualidade de vida

Quais os danos ambientais decorrentes da redução da cobertura florestal e das matas ciliares?
- perda de qualidade da água
- erosão e perda de nutrientes do solo
- aumento de pragas das lavouras.
- assoreamento dos rios e enchentes
- alterações e desequilíbrios climáticos(chuva e aumento da temperatura)
- redução da atividade pesqueira

Legislação

A mata ciliar é uma área de preservação permanente, que segundo o Código Florestal (Lei n.° 4.771/65) deve-se manter intocada, e caso esteja degradada deve-se prever a imediata recuperação.e. Essa lei já existe há 40 anos! Mas nem sempre foi cumprida.
Toda a vegetação natural (arbórea ou não) presente ao longo das margens dos rios, e ao redor de nascentes e de reservatórios, deve ser preservada. De acordo com o artigo 2° desta lei, a largura da faixa de mata ciliar a ser preservada está relacionada com a largura do curso d'água. A tabela abaixo apresenta as dimensões das faixas de mata ciliar em relação à largura dos rios, lagos, represas e nascentes.

Os ecossistemas formados pelas matas ciliares desempenham suas funções hidrológicas das seguintes formas:

Estabilizam a área crítica, que são as ribanceiras dos rios, pelo desenvolvimento e manutenção de um emaranhado radicular;
Funcionam como tampão e filtro entre os terrenos mais altos e o ecossistema aquático, participando do controle do ciclo de nutrientes na bacia hidrográfica, através de ação tanto do escoamento superficial quanto da absorção de nutrientes do escoamento subsuperficial pela vegetação ciliar;
Atuam na diminuição e filtragem do escoamento superficial impedindo ou dificultando o carreamento de sedimentos para o sistema aquático, contribuindo, dessa forma, para a manutenção da qualidade da água nas bacias hidrográficas;
Promovem a integração com a superfície da água, proporcionando cobertura e alimentação para peixes e outros componentes da fauna aquática;

Através de suas copas, interceptam e absorvem a radiação solar, contribuindo para a estabilidade térmica dos pequenos cursos d'água.

A mata ciliar e a qualidade da água

O principal papel desempenhado pela mata ciliar na hidrologia de uma bacia hidrográfica pode ser verificado na quantidade de água do deflúvio.
Em estudos realizados para verificar o processo de filtragem superficial e subsuperficial dos nutrientes, N, P, Ca, Mg e Cl, através da presença da mata ciliar, as conclusões foram as seguintes:
A manutenção da qualidade da água em microbacias agrícolas depende da presença da mata ciliar;
A remoção da mata ciliar resulta num aumento da quantidade de nutrientes no curso d'água; Esse efeito benéfico da mata ciliar é devido à absorção de nutrientes do escoamento subsuperficial pelo ecossistema ripário.

O consumo de água pela mata ciliar

Em regiões semi-áridas, onde a água é limitante, a presença da mata ciliar pode significar um fator de competição. Isso se deve ao fato de que as árvores das matas ciliares apresentam suas raízes em constante contato com a franja capilar do lençol freático. Nesse caso, o manejo da vegetação ripária pode resultar numa economia de água.
No caso de se pensar em aumentar a produção de água de uma bacia mediante o corte da vegetação da mata ciliar em regiões semi-áridas, deve-se considerar que a eliminação da vegetação deve ser por meio de cortes seletivos e jamais por corte raso.
Isso porque as funções básicas das matas ciliares, manutenção de habitat para fauna, prevenção de erosões e aumento da temperatura da água devem ser mantida. Na região sul do Brasil, onde o clima é subtropical sempre úmido, e chove em média 1350 mm por ano, a competição das matas ciliares não compromete a produção de água nas bacias hidrográficas a ponto de serem feitos cortes rasos.

Fonte:

http://www3.pr.gov.br/mataciliar/index.php

Toxicologia Ambiental e saúde


Uma jovem afirmou: "Levo uma vida muito saudável. Como hortaliças e frutas frescas. Entretanto, o meu organismo é um coquetel de produtos químicos. Ao engravidar vou transmitir o veneno ao filho no meu ventre." O que é pior: mesmo o pesticida altamente tóxico DDT, proibido desde os anos 70 porque provoca câncer, ainda estava presente no organismo dessa mulher.
Há décadas esses produtos tóxicos são produzidos, com resultados cada vez mais visíveis. O números de cânceres cresce constantemente e as alergias aumentam rapidamente, chegando a produzir síndromes antes desconhecidas, como MCS, a síndrome de sensibilidade múltipla a produtos químicos, e CFS ou ME, a síndrome de fadiga crônica.
Em uma pesquisa realizada pela Universidade de Leicester, Grã-Bretanha, encontraram em uma única célula, de pessoa com 30 anos de idade, 500 substâncias químicas artificiais. Todas foram desenvolvidas e aplicadas no século 20. Posteriormente foi descoberto que muitas dessas são substâncias tóxicas, mesmo em quantidades mínimas. Muitas hoje são proibidas — porém não desaparecem, mas sempre voltam ao ciclo da natureza.

Muitos países ainda não aderiram à proibição desses tóxicos, que assim continuam sendo disseminadas através do mundo pela água, pelo ar, pelas lavouras, pelos alimentos.
A CASA PERIGOSA
Sistemas de aquecimento
Aquecedores a querosene e gás engarrafado.
Riscos: Monóxido de carbono, bióxido de nitrogênio, gás carbônico, gás sulfuroso.
Fogão, aquecedor e caldeira a gás.
Riscos: CO, NO2, CO2, SO2. Vazamento da chama do piloto.
Fogão a lenha e lareira
Riscos: CO2, fumaça, benzopireno.
Eletricidade
Fiação e aparelhos elétricos (TV, vídeo, eletrodomésticos, ferramentas elétricas, secador de cabelos, copiadora, etc.).
Riscos: Radiação eletromagnética de baixa dose, Ozônio.
Geladeira.
Riscos: CFCs (clorofluorcarbonetos) emitidos pelo sistema de refrigeração.

Forno de microondas.
Riscos: Irradiação por correntes de fuga. Alteração das proteínas.
Lâmpadas fluorescentes.
Riscos: PCBs dos starters e radiação eletromagnética.
Água
Riscos: Chumbo e outros metais pesados do encanamento. Nitratos, outros poluentes e produtos químicos. Bactérias nos chuveiros.
Ar

Sistemas de ar condicionado e ventilação, umidificadores.
Riscos: Microorganismos disseminados pelo ar, fungos, mofo. CFCs emitidos por alguns sistemas.
Materiais de construção
Gesso, cimento.
Riscos: Formaldeído. Podem conter níveis elevados de radônio.
Amianto (asbesto) nos materiais usados para isolamento acústico e resistentes ao fogo (ao redor de canos e aquecedores).
Telhas, piso, divisórias, caixas d'água e floreiras.
Riscos: Fibras minerais minúsculas que se desprendem e podem provocar problemas pulmonares graves. como asbestose e câncer do pulmão.
Isolamento com espuma.
Riscos: Formaldeído.
Madeira
Compensados usados em móveis, divisórias, pisos e paredes.
Riscos: Vapores de formaldeído emitidos pelas resinas usadas para a junção, principalmente, quando o compensado é novo. O risco é maior em clima quente, úmido.
Tratamento da madeira com inseticidas e fungicidas
Riscos: Lindano, pentaclorofenol ( PCPs ). Tecidos e fibras sintéticas
Por exemplo : polipropileno e poliéster usado em carpetes, forros, tapeçaria, colchões e roupas.
Riscos: Vapores de formaldeído, inseticidas, retardadores de combustão, produtos para não manchar e amarrotar, plásticos moles. Tintas, vernizes e removedores químicos
Usados em paredes, pisos, tetos, lambris e móveis
Riscos: Vapores tóxicos (os removedores de tinta são os mais tóxicos). Fungicidas e inseticidas. Metais.
Adesivos
Adesivos, colas e resinas usados para tacos, móveis, papel de parede e vedações.
Riscos: Vapores tóxicos (principalmente formaldeído) durante aplicação e secagem.
Metais
Usados na fabricação de panelas, tintas e nos encanamentos.
Riscos: Metais como chumbo, cádmio, mercúrio, alumínio, cobre são liberados na água. Tintas contêm chumbo e cádmio. Alumínio das panelas pode passar para os alimentos.
Plásticos
Espumas em estofados, colchões, travesseiros e almofadas.
Riscos: Como o polieuretano representa grave risco de incêndio, seu uso é proibido em diversos países.
Plásticos de vinil e pisos, paredes, instalação elétrica, lambris, papel de parede.
Riscos: Formaldeído e outros vapores tóxicos, cloreto de vinil.
Acrílicos usados na imitação de vidro e em embalagens.
Riscos: Vapores tóxicos, possivelmente cancerígenos.
Plásticos moles (termoplásticos) usados em inúmeros produtos domésticos (p.ex : embalagens e estocagem).
Riscos: Vapores (principalmente no calor) que contaminam os alimentos.
Produtos de limpeza
Produtos usados para limpar fornos e carpetes, polidores, branqueadores, desinfetantes, detergentes, aerosóis e produtos usados na higiene pessoal.
Riscos: Formaldeído, fenóis, cloreto de vinil, aldeídos, benzeno, tolueno, acetona, amoníaco, cloro, lixivia. Todos são extremamente tóxicos se engolidos. Os aerosóis que contém CFCs.
Praguicidas e fungicidas
Riscos: Tóxicos, possivelmente cancerígenos.
EFEITO BIOLÓGICO DOS POLUENTES E DAS TOXINAS


Gases de combustão
Monóxido de carbono (CO): Gás tóxico incolor, inodoro, produzido pela combustão incompleta de chamas de gás, madeira, carvão, tabaco e pelos veículos.
Efeito biológico: CO reduz a absorção de oxigênio, causando dores de cabeça, tontura, náusea e perda de apetite. (
Óxido de nitrogênio NO e NO2): Gases tóxicos, de forte odor, produzidos pela combustão incompleta de chamas de gás em fogões e aquecedores.
Efeito biológico: NO2, o mais tóxico dos dois gases, afeta o sistema respiratório.
Gás sulfuroso (SO2): Gás tóxico de cheiro sufocante, presente na fumaça de carvão e lenha, emitido por aquecedores a querosene SO2, produz poluição urbana e chuva ácida.
Efeito biológico: SO2 pode produzir problema respiratório (bronquite, asma) e dor de cabeça.
Dióxido de carbono (CO2 gás carbônico): Gás incolor e inodoro produzido pela combustão de gás em botijões.
Efeito biológico: Em ambientes sem boa ventilação, pode afetar o sistema nervoso central e tornar as reações mais lentas.
Compostos orgânicos voláteis
Formaldeído (HCHO é muito usado em colas, na produção de compensados e produtos plásticos. Como conservante, está presente em papéis, carpetes, móveis, cosméticos, espumas. Na roupa de cama e no vestuário, é usado para dar o acabamento. Também aparece na fumaça de carros e cigarros. À temperatura ambiente, os vapores tóxicos emitidos contaminam o ar.
Efeito biológico: Formaldeído é um gás bactericida que irrita fortemente a pele, os olhos, nariz e garganta, provoca dor de cabeça, tontura, náusea, dificuldade de respirar. Pode causar sangramento no nariz e depressão. Pode afetar as células genéticas e se tornar cancerígeno.
Organoclorados esses compostos de hidrocarboneto e cloro formam a base de muitos produtos químicos sintéticos. São encontrados em produtos de limpeza, purificadores do ar e polidores. São as substâncias voláteis mais tóxicas e estáveis. Incluem os PCBs (bifenil policlorado), conhecidos cancerígenos; PVC (cloreto polivinil) um plástico que emana gases para os alimentos estocados; cloraminas, gases tóxicos que são liberados quando água sanitária é misturada com um produto à base de amoníaco. Outras substâncias voláteis perigosas incluem amoníaco, terebintina e acetona em solventes e produtos de limpeza; naftalina em bolinhas contra traças; cloro na água sanitária.
Efeito biológico:Os vapores penetrantes dos compostos orgânicos voláteis provocam grave irritação na pele, nos olhos e nos pulmões. Causam dor de cabeça e náusea e prejudicam o sistema nervoso central. Todos são cancerígenos. Os vapores em solventes, praguicidas e soluções de limpeza, além de irritar a pele e causar depressão e dor de cabeça, podem prejudicar o fígado e os rins. A cloramina pode ser fatal.
Fenóis são substâncias cáusticas que encontramos em desinfetantes, resinas, plásticos e na fumaça de cigarro. As resinas de fenóis sintéticos em plástico duro, tintas e vernizes, contêm formaldeído. É preciso ter cuidado para nunca inalar pentaclorofenol, presente em fungicidas e produtos para conservar a madeira.
Efeito biológico: :Fenóis são corrosivos para a pele e danificam o sistema respiratório.
Partículas
Asbesto (amianto) são fibras perigosas obtidas na mineração de silicato natural, de cálcio e magnésio. Seu uso como material isolante e a prova de fogo é proibido em muitos países.
Efeito biológico:As fibras de amianto suspensas no ar constituem um grave risco para a saúde, pois causam asbestose e câncer.
Metais. Microelementos de chumbo, cádmio, mercúrio, alumínio e cobre, podem ser absorvidos e acumulados no organismo, atingindo níveis tóxicos.
Cádmio é um metal pesado usado como pigmento amarelo, laranja e vermelho do plástico. Carvão, óleo combustível e adubos químicos contém cádmio. Aparece no ar através da queima do lixo e da indústria e penetra no organismo pelo ar e pelos alimentos expostos à poluição.
Efeito biológico: Cádmio já em doses mínimas provoca envenenamento grave e prolongado. Produz danos também nos ossos, pulmões e ao sangue.
Chumbo: é um metal pesado que está presente nos encanamentos velhos e atinge o organismo através dos alimentos e utensílios usados na cozinha (por exemplo, cerâmica com esmalte à base de chumbo).
Efeito biológico: Chumbo afeta a respiração das células, o sistema nervoso e o sistema que produz o sangue. As consequências são a perda de memória, problemas do estômago e do fígado. O risco é maior para crianças e para gestantes, pois o chumbo pode afetar o feto.
Mercúrio é um metal líquido venenoso. É usado em termômetros, pilhas, lâmpadas, obturações de amálgama e na garimpagem do ouro. Através da queima do lixo atinge o meio ambiente.
Efeito biológico: A inalação ou ingestão de gases compostos de mercúrio produz efeitos graves sobre o organismo. Os sintomas só aparecem muito mais tarde, como falta concentração, depressão, queda de cabelo, sangramento do nariz, problemas nos olhos e nos sentidos.
Alumínio pode passar da panela para a comida.
Efeito biológico: Alumínio e mercúrio são encontrados em nível elevado no cérebro de pacientes com a Doença de Alzheimer.
_____
Fonte: texto adaptado de Natürlich Leben, nº. 4 de 2000.
http://www.taps.org.br/Paginas/cancerarti03.html
Em apenas 100 anos
o nosso organismo se tornou
um depósito de lixo tóxico ....
e o próprio homem é o culpado !

Filhotes de foca: Esporte ou Massacre?

quero viverClique na imagem e veja a apresentação.

O massacre de 350 000 filhotes de foca
no Canadá e na noruega é um exemplo de como
o interesse comercial pode levar à
exploração irracional da natureza

Clique aqui para assinar o abaixo assinado contra essa matança absurda e desumana!!




Caçador usa porrete para abater filhote de foca:100 reais por cada animal morto



Com um porrete na mão, o caçador se aproxima do filhote de foca. O animal de olhos grandes e negros se assusta com a presença humana, mas não tem como fugir, pois se movimenta com dificuldade em terra e ainda não sabe nadar. Uma batida forte, bem atrás da cabeça, nem sempre é suficiente para matar o filhote. O caçador, porém, não se preocupa em abreviar o sofrimento da presa. Enquanto a foca ainda se debate, sua pele é retirada com a ajuda de um facão. Em apenas dois dias da semana passada, essas cenas se repetiram a um ritmo alucinante numa vasta área gelada da costa leste do Canadá. No total, 247.000 bebês focas, ou noventa por minuto, foram abatidos, no maior massacre desse tipo de mamífero marinho desde os anos 50. Um mês antes, outros 100.000 filhotes haviam sido mortos na província de Quebec. As focas abatidas tinham entre doze dias e três meses de idade. Foi morto um em cada três bebês nascidos neste ano.


A matança é um exemplo de como o homem pode explorar a natureza de forma irracional. O governo canadense alega razões econômicas e ecológicas para autorizar o massacre, que é disfarçado como modalidade esportiva. O argumento é que a superpopulação de focas no Atlântico Norte, estimada em 5,2 milhões, está reduzindo o estoque de bacalhau, peixe que tem na foca seu grande predador e um dos pilares da economia local. Estudos científicos culpam o crescimento da indústria pesqueira, e não as focas, pelo desequilíbrio ecológico da região. Os 60 milhões de reais movimentados pelo massacre desses animais são uma quantia irrelevante na economia canadense, uma das maiores do mundo. Além disso, a temporada de caça é sazonal e beneficia pouco mais de 10.000 pessoas. Cada pele de bebê foca é vendida pelo equivalente a 100 reais. Nesta época do ano, início da primavera no Hemisfério Norte, ocorre a troca de pelagem dos filhotes. A parte mais valiosa do animal é justamente a lanugem, pele grossa e felpuda dessa fase da infância. Os caçadores também lucram com outras partes do corpo. Do óleo da foca são produzidas cápsulas para combater a artrite. Os órgãos sexuais são enviados a compradores asiáticos, que lhes atribuem poderes afrodisíacos.



Filhote de foca: eles são mortos com menos de três meses de vida por causa da pelagem da infância

Há vinte anos, a matança indiscriminada da foca canadense chegou a colocar a espécie sob risco de extinção. Na época, fotos do massacre chocaram o mundo. Pressionadas pela mobilização de ambientalistas e pelo boicote à comercialização de peles, que recebeu a adesão dos Estados Unidos e da União Européia, as autoridades canadenses decidiram reduzir a cota de abate anual para 15.000 animais. Protegidas, as focas começaram a se multiplicar. A retomada da venda de peles no mercado internacional, sobretudo com as compras feitas pela Rússia e pela Polônia, e a pressão do lobby pesqueiro levaram o governo canadense a rever de forma gradativa as cotas anuais de abate. Só neste ano, 100.000 focas a mais foram mortas com chancela oficial. O massacre terminou um dia antes do prazo, quando a cota máxima foi atingida. A maioria dos caçadores ignorou a exigência do governo de só abater os filhotes a tiros, para evitar o sofrimento do animal. No fim, as focas acabaram entregues à própria sorte.
Fontes:
http://veja.abril.com.br/210404/p_060.html

http://www.petmg.com.br/

Reduzir, Reutilizar e Reciclar


Nos primórdios, o lixo era constituído de restos de alimentos, ossos e outros materiais que a natureza podia assimilar facilmente.
O desenvolvimento produziu novos materiais, como couro, panos, cerâmicas, etc.
Com o rápido e desordenado crescimento das cidades, das suas populações e da industrialização, o lixo também aumentou , seu destino final hoje, são os aterros nas periferias das cidades e, constitui um grave problema para saúde pública.
A complexidade não para por aí, atualmente, nós temos o rejeitos nucleares, os agrotóxicos, e já se fala até do lixo espacial: rejeitos das viagens e pesquisas no espaço.
Como vimos, a produção de resíduos é inerente à condição humana, e inevitável, não há como não produzir lixo, mas podemos diminuir essa produção: Reduzindo o desperdício, reutilizando sempre que possível e separando os materiais recicláveis para a coleta seletiva.
Outra maneira é:

Preciclar!
Ou seja: Pensar antes de comprar.
Pensar no resíduo que será gerado.
Preciclar é pensar que a história das coisas não acaba quando as jogamos no lixo. Tampouco acaba a nossa responsabilidade!
40% do que nós compramos é lixo. Como as embalagens plásticas que, quase sempre, não nos servem para nada, e vão direto para o lixo aumentando os nossos restos imortais no planeta.
Pense no resíduo da sua compra antes de comprar. Às vezes um produto um pouco mais caro tem uma embalagem aproveitável para outros fins.
E não esqueça os 3 R's:
Reduzir, Reutilizar e Reciclar
Reduzir o desperdício,
Reutilizar sempre que for possível antes de jogar fora, e
Reciclar, ou melhor: separar para a reciclagem, pois, na verdade, o indivíduo não recicla (a não ser os artesãos de papel reciclado).
Mas nem tudo é reciclável. Clique na imagem abaixo e veja o que é reciclável e o que não é:

Quanto à reciclagem, o que nós devemos fazer é separar o lixo que produzimos e pesquisar as alternativas de destinação ecologicamente corretas, mais próximas.
O importante é pensarmos sobre os 3 R's procurando evitar o desperdício, reutilizar sempre que possível, separar o lixo adequadamente e, antes de mais nada, É muito importante PENSAR globalmente mas AGIR localmente!

Conforme a FUNDAÇÃO NACIONAL DA SAÚDE, qualquer que seja nossa proposta quando nos referimos ao meio ambiente, sempre teremos que considerar o gerenciamento dos resíduos humanos, de forma contínua, pois uma quantidade elevada de lixo é diariamente descartada no solo e na água, a absorção destes resíduos pelo meio ocorre de forma lenta.
Tempo necessário para a decomposição de alguns materiais




A coleta seletiva é uma alternativa ecologicamente correta que desvia, do destino em aterros sanitários ou lixões, resíduos sólidos que poderiam ser reciclados.
Com isso alguns objetivos importantes são alcançados:
a vida útil dos aterros sanitários é prolongada e o meio ambiente é menos contaminado.Além disso o uso de matéria prima reciclável diminui a extração dos nossos tesouros naturais. Uma lata velha que se transforma em uma lata nova é muito melhor que uma lata a mais. E de lata em lata o planeta vai virando um lixão...
No Brasil existe coleta seletiva em cerca de 135 cidades, de acordo com o professor Sabetai Calderoni (autor do livro Os Bilhões Perdidos no lixo Ed. Humanitas). Na maior parte dos casos a coleta é realizada pelos Catadores organizados em coperativas ou associações mas, sistemas de coleta seletiva podem ser implementados em escolas, empresas ou nos bairros.
A maneira responsável e sustentável de lidar com o planeta, pela qual lutamos hoje, pode ser vista como excentrismo, modismo ou uma questão de escolha, mas muito breve será uma questão de sobrevivência. Todos fazemos parte da nave chamada terra e, é nossa responsabilidade mantê-la em perfeitas condições para as futuras gerações, as informações estão cada vez mais acessíveis a todas as camadas da população o que falta mesmo é ação: se fomos capazes de destruir em 150 anos o que a terra levou cerca de 3,5 bilhões de anos para construir, somos suficientemente capazes de reconstruí-lo em um período igual ou até mesmo menor mas, pra isto acontecer falta apenas um detalhe: ATITUDE!!!!
Fontes:
www.lixo.com.br/
http://ecopagina.home.sapo.pt/amb_precicl.html

SOS CERRADO


O domínio dos Cerrados, que corresponde a 25% do território do Brasil, situa-se principalmente nos planaltos centrais do país, abrangendo, total ou parcialmente, os estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Distrito Federal, Maranhão, Piauí, São Paulo e Roraima, além de certas áreas do Nordeste. Enquadra-se na categoria internacional de savanas e, fisionomicamente, possui grande semelhança com as formações desse tipo encontradas em outras regiões do mundo.

Os chapadões centrais ocupados pelo cerrado constituem a cumeeira do Brasil e da América do Sul, pois distribuem significativa quantidade da água que alimenta as bacias hidrográficas do continente. Dessa forma, exercem um papel fundamental para a manutenção e equilíbrio dos demais biomas, de tal sorte que o seu comprometimento poderá redundar em profundas alterações para os ecossistemas da Amazônia, do Pantanal, da Mata Atlântica, da Caatinga e da mata de Araucária. Algumas conseqüências disso já podem ser observadas, mas, provavelmente, ainda surgirão outras, que hoje desconhecemos totalmente.

Além desse aspecto, há ainda a considerar a enorme biodiversidade dos cerrados que em relação a alguns grupos taxonômicos, é até maior que o da Amazônia.

O cerrado serviu como local de assentamento de povos primitivos, contando-se registros de 15.000 anos ou mais, e depois sofreu um processo de colonização que conseguiu, em muitos casos, estabelecer relações de produção relativamente adaptadas às condições ambientais. No entanto, especialmente a partir da década de 1960, passou a sofrer um processo de ocupação intensa, privilegiando os sistemas de grandes propriedades, para a produção pecuária e, mais recentemente, para a produção de culturas de exportação e reflorestamento monocultural.

Diagnóstico


A forma atual de ocupação dos cerrados, realizada sem qualquer consulta ou participação da sociedade no processo, é uma face do modelo de desenvolvimento adotado no Brasil nas últimas décadas. Assenta-se no financiamento subsidiado e incentivos fiscais, na concentração fundiária, na utilização de pacotes tecnológicos, na implantação de infra-estrutura subsidiando o capital e na expulsão das populações rurais pela desestruturação de suas formas de produção.

O ecossistema do cerrado, visto como adequado para a expansão das atividades de exploração agropecuária e florestal vem sendo agredido e já destruído em cerca de 75% de sua extensão, principalmente através de:

• Desmatamento indiscriminado de sua vegetação e implantação de maciços homogêneos de eucalipto para a produção de carvão, a afim de abastecer as indústrias siderúrgicas que produzem ferro guza, exportado principalmente para o Japão, e de celuloses;

• Implantação de grandes extensões de pastagens homogêneas e monoculturas de exportação(Recentemente a Cana-de-acúcar) consumidoras de todo pacote tecnológico industrial: corretivos de solo, fertilizantes químicos, herbicidas, pesticidas e maquinaria pesada;

• Instalação de grandes projetos de irrigação com uso intenso e indiscriminado dos recursos hídricos e de energia;

• Instalação de grandes barragens ao longo dos principais cursos d’água, para fins de geração de energia elétrica.

Todas essas ações vêm provocando uma série de impactos ambientais e sociais, destacando-se entre eles:

• A redução drástica da enorme a ainda desconhecida biodiversidade existente nos cerrados;

• A degradação dos solos devido principalmente ao uso de maquinaria pesada, queimadas(cana-de-açúcar) e produtos químicos que deflagram e aceleram um processo de erosão e esterilização;

• A poluição e contaminação não só dos solos, mas também da água e, consequentemente de todos os animais (inclusive o homem) que dela se servem;

• Assoreamento e diminuição dos recursos hídricos superficiais e subterrâneo em função de todas as formas de desmatamento d cerrado, que devido à sua característica de baixo consumo de água e capacidade de infiltração de seus solos, funciona como uma “esponja” captadora e armazenadora de água. Em conseqüência é diminuída também a sua grande capacidade de dispersor de águas;

• Intensificação do processo de concentração fundiária com expulsão, migração e empobrecimento dos pequenos agricultores e trabalhadores rurais, gerando novos e insolúveis problemas nos médios e grandes centros urbanos;

• Desagregação das comunidades locais em seus valores culturais, usos, costumes e simbologia.

A conservação dos recursos naturais dos cerrados ,atualmente, é representada por diversas categorias de unidades de conservação, de acordo com objetivos específicos: oito parques nacionais, diversos parques estaduais e estações ecológicas, compreendendo cerca de 6,5% da área total de cerrado (Cerrado: caracterização, ocupação e perspectivas, Dias, 1990). Entretanto, esta extensão é ainda insuficiente e mais unidades de conservação precisam ser criadas para proteger a biodiversidade que esse magnífico e essencial bioma ainda preserva.
Fonte: RedeCerrado

Você tem sede de quê?


O modelo de desenvolvimento econômico adotado pela nossa civilização levou ao uso intensivo dos recursos naturais, sem preocupação com a sua destruição.A melhoria da qualidade de vida foi associada aos avanços tecnológicos, levando a um grande consumo de bens (e serviços). Este desenvolvimento tem aspectos que devemos valorizar, porém, também tem como conseqüência a crescente degradação ambiental, muitas vezes de forma irreversível.
Particularizando para a água, um dos recursos naturais fundamentais, imprescindível para todos os habitantes do planeta, o aumento da demanda, concomitante ao manejo inadequado, com sua conseqüente poluição e contaminação, está deixando-a sem condições de uso e comprometendo a vida no planeta. Frente a esta crise evidente, é nosso compromisso evitá-la ou, ao menos, minimizar os seus efeitos até que tenhamos meios eficazes de resolvê-la. Daqui a 25 anos, se nada for feito, 2,5 bilhões de pessoas não terão acesso à água potável (Brum apud Krüger e Lopes, 1997, p. 213).
A água é um elemento de vital importância para todas as formas de vida da Terra e está presente nas múltiplas atividades humanas, com os mais diversos fins, desde a água como maior constituinte do corpo humano (aproximadamente 65%) até o uso doméstico, agrícola e industrial.Ao abrir uma torneira e beber um copo de água não pensamos de onde vem esta água, entretanto milhões de pessoas fazem isso diariamente, usando a água para beber, cozinhar, lavar roupa, etc. Com o crescimento econômico, tecnológico e populacional as necessidades de água também aumentaram, a expansão urbana, a indústria, a pecuária intensiva, a produção de energia, passaram a exigir quantidades cada vez maiores de água.
De toda a água existente no mundo menos de 1% encontra-se disponível em rios e lagos, dos quais muitos se encontram poluídos e/ou contaminados de tal forma que o seu uso torna-se inviável. Desta maneira, a água potável merece atenção especial, por ser um produto escasso e com a demanda crescente.
Frente a estas argumentações, torna-se clara a importância da educação para auxiliar na tomada de consciência da responsabilidade e do direito de todos os cidadãos a um ambiente saudável, e a água em especial, não só para o presente, mas também para as futuras gerações. É preciso rever hábitos e atitudes, discutir necessidades e padrões de consumo. Faz-se necessário um novo paradigma, que busque a desaceleração do desenvolvimento e do consumo. E você é parte fundamental nessa luta. Veja o que você pode fazer na sua casa para mudar esse quadro:

No banheiro
As medidas necessárias para a utilização racional da água no banheiro são bastante simples e requerem apenas um pouco de atenção e organização nas nossas atividades. Esse esforço, somado ao suporte de sistemas e equipamentos mais modernos e econômicos, podem reduzir significativamente o desperdício.
1. Feche a torneira
Não deixe água limpa ir para o esgoto, enquanto escova os dentes ou faz a barba, por exemplo. Com essa simples medida, quem escovar os dentes três vezes ao dia economizará cerca de 36 litros de água. Em uma semana, serão poupados 252 litros, o suficiente para suprir mais do que o consumo aproximado de água de uma pessoa durante um dia inteiro.
2. Tecnologia ajuda
Se possível, utilize torneiras mais sofisticadas, que fecham automaticamente depois de um certo tempo, ou aquelas que são acionadas por sensores, que ficam abertas apenas durante o uso.
Já os dispositivos antigos de descarga dos vasos sanitários gastam cerca de 40% a mais do que os modernos, que dispõem do recurso Volume de Descarga Reduzido (V.D.R.).
3. Manutenção
Mantenha a válvula sempre regulada e conserte os vazamentos assim que eles forem notados. Uma torneira com defeito, ou mal fechada, gotejando durante um dia, gasta cerca de 46 litros de água.
4. Vaso sanitário não é lixeiraNão use a privada como lixeira ou cinzeiro. O consumo de água para escoar uma simples ponta de cigarro, por exemplo, será de 6 litros ou mais.
5. No banhoFeche o chuveiro enquanto se ensaboa. Adotando essa prática, ao passar xampu ou utilizar produtos de higiene e beleza, há uma economia de cerca de 96 litros de água.
Além disso, procure não tomar banhos demorados. Sete minutos no chuveiro são suficientes para um bom banho.
Para aumentar a economia, coloque um balde embaixo do chuveiro para armazenar a água enquanto esquenta. Essa água pode ser utilizada para outras atividades da casa, como colocar a roupa de molho ou lavar o quintal.

Na cozinha
O segredo é organizar o trabalho. O tempo médio necessário para lavar a louça de uma família é de 15 minutos. Se a torneira estiver aberta durante esse período, serão consumidos 243 litros de água. Com um método racional, pode-se gastar apenas 20 litros, uma economia suficiente para satisfazer todas as necessidades de uma pessoa durante um dia.
1. Lavando a louça
Antes de abrir a torneira, faça uma pré-limpeza, jogando fora os restos de alimentos que ficam nos pratos e panelas.
Para ensaboar, abra a torneira e encha a cuba até a metade. Com essa água, ensaboe a louça. Depois, encha a cuba novamente até a metade e enxágüe.
A água do enxágüe da louça pode ser usada para dar descarga nos vasos ou para lavar o piso do quintal. Se não houver gordura na água, você pode usá-la para colocar roupa de molho no sabão.
2. Frutas e verduras
Para lavar frutas e verduras, ponha um tampão na pia ou use um recipiente, ao invés de utilizar água corrente. Faça a desinfecção com cloro ou água sanitária de uso geral (uma colher de sopa para um litro de água, por 15 minutos). Depois, coloque duas colheres de sopa de vinagre em um litro de água e deixe por mais 10 minutos, para tirar o gosto do cloro e enxaguar.

Nas áreas externas
Nas áreas externas também é possível reduzir bastante o consumo, mudando hábitos e adotando pequenos truques.
1. Nos quintais ou calçadas


O melhor é o uso de baldes. A utilização de uma mangueira, com a torneira aberta em meia volta, durante 30 minutos gasta, no mínimo, 560 litros de água. Já se forem utilizados cinco baldes de dez litros, o que é suficiente para deixar uma grande calçada completamente limpa, serão gastos apenas 50 litros de água.
2. Regue as plantas com carinho
Use um regador para aguar as plantas em vez de mangueira. Assim, além de só jogar água onde é necessário, você pode olhar as plantas mais de perto.
3. Mantenha a piscina coberta
Uma piscina de tamanho médio exposta ao Sol e à ação do vento perde, aproximadamente, 3.785 litros de água por mês na evaporação. Isso é suficiente para suprir as necessidades de água potável de uma família de quatro pessoas por cerca de um ano e meio. Com uma cobertura apropriada, a perda é reduzida em até 90%.

Na lavanderia
A organização do trabalho é também o recurso mais adequado para poupar água, além de tempo e energia.
1. Por atacadoJunte a maior quantidade possível de roupas antes de ligar a máquina ou usar o tanque. Não lave uma peça por vez. A lavadora de roupa rende muito mais quando é utilizada cheia. O ideal é ligá-la no máximo três vezes por semana.
2. ReaproveitamentoNo tanque, deixe as roupas de molho e use a mesma água para esfregar e ensaboar. Renove a água apenas no enxágüe. A água do enxágüe pode ser utilizada para lavar o quintal, área de serviço ou banheiros.
Fonte: http://www.fisica.furg.br/

Tráfico de animais um problema de todos.

Foto: Roberto Cabral Borges

Quando se retira um animal da natureza, é como se quebrássemos ou, ao menos, enfraquecêssemos o elo de uma corrente. Lógico que somente um animal não faria falta mas, não apenas um e sim, centenas, milhares de animais são retirados por ano de nossas matas. Para se ter uma idéia, um caminhão rotineiramente utilizado no tráfico de animais transporta cerca de 1.000 espécimes (alguns chegam a transportar 3.000 animais). Basta, então, se perguntar: quantos caminhões estão rodando pelo país e quantos destes poderiam estar transportando animais silvestres em meio a sua carga?
Calcula-se que o tráfico de animais silvestres retire, anualmente, cerca de 12 milhões de animais de nossas matas; outras estatísticas estimam que o número real esteja em torno de 38 milhões. Todas estas estimativas, embora pareçam alarmismo e exagero, tomam outra dimensão quando consideramos o seguinte:
1. Quantas pessoas você conhece que possui ou já possuiu um animal silvestre (o papagaio da vovó, o pássaro preto do vizinho, o canário do amigo, o coleirinho na gaiola da venda etc);
2. As estimativas se baseiam, basicamente, no que é apreendido o que, infelizmente é ínfimo frente ao traficado;
3. Devido as condições em que são capturados e transportados, a taxa de mortalidade é altíssima;
4. Finalmente quanto maior for a população, caso não mudemos nossos conceitos maior será a pressão sobre os animais.

Foto: Roberto Cabral Borges
Ressalta-se que não somente o indivíduo capturado fará falta ao ambiente mas, também, os descendentes que ele deixará de ter. Assim, pode-se perceber o tamanho do impacto que a retirada de animais causa ao meio ambiente. Outro detalhe, muitas vezes esquecido, é que o impacto não se restringe à extinção da espécie capturada. Na natureza as espécies estão interligadas no que chamamos de teia alimentar, ou seja, os animais comem e são comidos por outros animais além de, também, se alimentarem de plantas, realizarem a polinização das mesmas e, muitas vezes, dispersarem suas sementes.
Qualquer pessoa que possua um cão sabe da alegria que o mesmo expressa ao saber que vai sair para passear. Um animal com milhares de anos de domesticação ainda se sente mais contente livre que dentro de um apartamento ou em uma casa. E um pássaro? Que embora possa voar, será condenado a passar toda sua vida em uma gaiola? Papagaios acorrentados e araras com as asas cortadas, será esta a melhor vida para eles?
Entretanto, o cativeiro não é a única tortura a que são submetidos os animais do tráfico, é simplesmente a última e perpétua pena. Durante a captura os mesmos são feridos, mutilados, além e transportados sem espaço, água ou comida o que culmina na morte de muitos durante o caminho.
A sua simples captura também pode resultar em muito sofrimento. O alçapão armado, a captura, o animal de debate, se joga contra as grades da gaiola, em vão. Ele não mais escapará, não mais será livre. Doravante, a prisão... a gaiola será sua moradia. O vôo será trocado por monótonos pulos de um poleiro a outro, dia a dia - toda a vida. Entretanto, não somente o animal capturado sofrerá; seu filhote continuará no ninho, piando... chamando... esperando, pelo pai, pela mãe, pelo alimento que não mais virá.

Como posso ajudar no combate ao tráfico?
Medidas pessoais:Não compre animais silvestres sem origem legal;
Não compre artesanatos que possuam partes de animais silvestres; salvo se o artesanato for certificado como procedente do manejo sustentável;
Denuncie traficantes;Ibama - linhaverde
Mesmo que fique com pena do animal nas mãos do traficante, não o compre, se o fizer você somente estará incentivando o tráfico;
Se tiver um animal silvestre não o solte simplesmente, entre em contato com a unidade do IBAMA mais próxima;
Fonte:Ibama

Para saber mais visite:
AprendeBrasil - Tráfico de Animais
Renctas

Maus-tratos de animais pode dar cadeia.

"Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso dos seres dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor." (Pitágoras)


A lei considera que o respeito aos animais está ligado diretamente ao respeito que homem tem com seu semelhante. Isso significa que todos os animais nascem com direito a vida, respeito, proteção e alimentação. Os direitos dos animais foram reconhecidos por lei da Unesco, em 1978.



Exemplos de Maus-Tratos

- Abandonar, espancar, golpear, mutilar e envenenar;
- Manter preso permanentemente em correntes;
- Manter em locais pequenos e anti-higiênico;
- Não abrigar do sol, da chuva e do frio;
- Deixar sem ventilação ou luz solar;
- Não dar água e comida diariamente;
- Negar assistência veterinária ao animal doente ou ferido;
- Obrigar a trabalho excessivo ou superior a sua força;
- Capturar animais silvestres;
- Utilizar animal em shows que possam lhe causar pânico ou estresse;
- Promover violência como rinhas de galo, farra-do-boi, rodeios;
- Utilização de animais em ritos religiosos;
- Bater ou castigar animais da maneira que resulte em danos físicos;
- Bater em cavalos, fazê-los carregar carga acima de suas forças;
- Utilizar em serviço animal ferido ou enfermo;
- Deixar pássaros em gaiolas pequenas,etc...

Todos os atos acima são considerados crimes:

Lei Federal 9.605/98 - dos Crimes Ambientais
( Para saber mais sobre esta lei consulte nossa área de legislação ambiental)
Art. 32º
Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:
Pena: detenção, de três meses a um ano, e multa.
§ 1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.
§ 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

Se você faz parte deste Planeta, então o problema também é seu!
Não se omita, DENUNCIE!!!!

Mas lembre-se:

01) Fotografe e/ou filme os animais vítimas de maus-tratos. Provas e documentos são fundamentais para combater transgressões.

02) Obtenha o maior número de informações possíveis para identificar o agressor: nome completo, profissão, endereço residencial ou do trabalho.

03) Em caso de atropelamento ou abandono, anote a placa do carro para identificação no Detran.

04) Peça sempre cópia ou número do TC e acompanhe o processo.

05) É extremamente importante processar o infrator, para que ele passe a ter maus antecedentes junto à Justiça.

06) Não tenha medo de denunciar. Você figura apenas como testemunha do caso. Quem denuncia, na prática, é o Estado.

Fontes:
Projeto Esperança Animal
Rancho dos Gnomos

tudosobreplantas
mataatlantica
CIENCIAVIVA
wwf-Brasil
MEIOAMBIENTEURGENTE
CRBIO