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Filhotes de foca: Esporte ou Massacre?

quero viverClique na imagem e veja a apresentação.

O massacre de 350 000 filhotes de foca
no Canadá e na noruega é um exemplo de como
o interesse comercial pode levar à
exploração irracional da natureza

Clique aqui para assinar o abaixo assinado contra essa matança absurda e desumana!!




Caçador usa porrete para abater filhote de foca:100 reais por cada animal morto



Com um porrete na mão, o caçador se aproxima do filhote de foca. O animal de olhos grandes e negros se assusta com a presença humana, mas não tem como fugir, pois se movimenta com dificuldade em terra e ainda não sabe nadar. Uma batida forte, bem atrás da cabeça, nem sempre é suficiente para matar o filhote. O caçador, porém, não se preocupa em abreviar o sofrimento da presa. Enquanto a foca ainda se debate, sua pele é retirada com a ajuda de um facão. Em apenas dois dias da semana passada, essas cenas se repetiram a um ritmo alucinante numa vasta área gelada da costa leste do Canadá. No total, 247.000 bebês focas, ou noventa por minuto, foram abatidos, no maior massacre desse tipo de mamífero marinho desde os anos 50. Um mês antes, outros 100.000 filhotes haviam sido mortos na província de Quebec. As focas abatidas tinham entre doze dias e três meses de idade. Foi morto um em cada três bebês nascidos neste ano.


A matança é um exemplo de como o homem pode explorar a natureza de forma irracional. O governo canadense alega razões econômicas e ecológicas para autorizar o massacre, que é disfarçado como modalidade esportiva. O argumento é que a superpopulação de focas no Atlântico Norte, estimada em 5,2 milhões, está reduzindo o estoque de bacalhau, peixe que tem na foca seu grande predador e um dos pilares da economia local. Estudos científicos culpam o crescimento da indústria pesqueira, e não as focas, pelo desequilíbrio ecológico da região. Os 60 milhões de reais movimentados pelo massacre desses animais são uma quantia irrelevante na economia canadense, uma das maiores do mundo. Além disso, a temporada de caça é sazonal e beneficia pouco mais de 10.000 pessoas. Cada pele de bebê foca é vendida pelo equivalente a 100 reais. Nesta época do ano, início da primavera no Hemisfério Norte, ocorre a troca de pelagem dos filhotes. A parte mais valiosa do animal é justamente a lanugem, pele grossa e felpuda dessa fase da infância. Os caçadores também lucram com outras partes do corpo. Do óleo da foca são produzidas cápsulas para combater a artrite. Os órgãos sexuais são enviados a compradores asiáticos, que lhes atribuem poderes afrodisíacos.



Filhote de foca: eles são mortos com menos de três meses de vida por causa da pelagem da infância

Há vinte anos, a matança indiscriminada da foca canadense chegou a colocar a espécie sob risco de extinção. Na época, fotos do massacre chocaram o mundo. Pressionadas pela mobilização de ambientalistas e pelo boicote à comercialização de peles, que recebeu a adesão dos Estados Unidos e da União Européia, as autoridades canadenses decidiram reduzir a cota de abate anual para 15.000 animais. Protegidas, as focas começaram a se multiplicar. A retomada da venda de peles no mercado internacional, sobretudo com as compras feitas pela Rússia e pela Polônia, e a pressão do lobby pesqueiro levaram o governo canadense a rever de forma gradativa as cotas anuais de abate. Só neste ano, 100.000 focas a mais foram mortas com chancela oficial. O massacre terminou um dia antes do prazo, quando a cota máxima foi atingida. A maioria dos caçadores ignorou a exigência do governo de só abater os filhotes a tiros, para evitar o sofrimento do animal. No fim, as focas acabaram entregues à própria sorte.
Fontes:
http://veja.abril.com.br/210404/p_060.html

http://www.petmg.com.br/

Achatina fulica praga agrícola e ameaça à saúde pública no Brasil



Segundo Celso do Lago Paiva o caramujo-gigante-africano Achatina fulica, grande molusco terrestre nativo no leste-nordeste da África, foi introduzido no Brasil como sucedâneo do “escargot” (Helix spp.).
Os animais dessa espécie se alastraram por quase todo o Brasil, estabelecendo populações em vida livre e se tornando séria praga agrícola, especialmente no litoral. Atacam e destroem plantações, com danos maiores em plantas de subsistência de pequenos agricultores (mandioca e feijão) e plantas comerciais da pequena agricultura (mandioca, batata-doce, carás, feijão, amendoim, abóbora, mamão, tomate, verduras diversas e rami).
Achatina fulica pode hospedar ainda o verme Angiostrongylus costaricensis, causador da angiostrongilíase abdominal, doença grave com centenas de casos já reportados no Brasil. Esta doença pode resultar em óbito por perfuração intestinal, peritonite e hemorragia abdominal.
O descaso dos governos municipais, estaduais e federal pela situação e o incentivo desses governos à criação do molusco contribuem ativamente para o agravamento da invasão, dos danos agrícolas e da possibilidade da angiostrongilíase abdominal se tornar endemia rural e urbana. Os governos atuam, assim, contra os interesses da população.

Achatina fulica é espécie de molusco terrestre tropical, nativa no leste-nordeste da África (Simone, 1999)conhecida como caramujo-gigante-africano.
Adultos dessa espécie atingem 15 cm de comprimento de concha e mais de 200 gramas de peso total. No Sudeste do Brasil (São Paulo) os valores máximos são ao redor de 10 cm e 100 gramas.
Trata-se de espécie:
– parcialmente arborícola (pode se alimentar sobre árvores e escalar edificações e muros);
– extremamente prolífica (produz muitos ovos por ano: 50 a 400 ovos por postura e cerca de 500 ovos por ano, segundo a D.ra Norma Campos Salgado);
– ativa no inverno (em regiões de inverno úmido e pouco frio);
– herbívora generalista (polífaga, ou seja, come folhas, flores e frutos de muitas espécies);
– resistente à seca;
– resistente ao frio hibernal;
– canibal (devora ovos e caramujos jovens da mesma espécie), aparentemente para sobreviver temporariamente em ambientes pobres em cálcio (necessário para a concha: animais parcialmente calcífilos);
– sobrevivente em muitos meios naturais e antrópicos (florestas e capoeiras, bordas de florestas, caatingas, brejos e outras áreas de vegetação nativa, áreas de cultura – especialmente hortas e pomares, plantações abandonadas, terrenos baldios urbanos, quintais e jardins).
Ovos depositados por Achatina no inverno de 1999 em laboratório, Campinas SP (5-6 mm de comprimento por 4-5 mm de largura)

Praga agrícola

Nos inúmeros países em que foi introduzida pelo homem, Achatina fulica tornou-se praga de culturas, ou foi constatada se alimentando de folhas, flores, frutos ou casca caulinar de muitas espécies de plantas.
Os pequenos agricultores já são geralmente não-cooperados, e sistematicamente desprezados pelos governos municipais, estaduais e federal em suas necessidades logísticas, agrícolas, educacionais e sanitárias; agora assistem em várias regiões do país à invasão de suas culturas por mais esta praga, de populações e danos crescentes.
Isso poderá contribuir para acentuar sua marcada precariedade econômica e a miséria do campo.
As conseqüência de todas essas pressões sobre os pequenos produtores rurais são a crescente concentração da terra (formação de latifúndios), o êxodo para cidades já hipertrofiadas, a redução na oferta de alimentos, a importação de alimentos o aumento dos preços dos alimentos.

Introdução no Brasil

Produtores brasileiros de “escargots” (caracóis europeus do gênero Helix) importaram Achatina fulica para criação como sucedâneo dessas espécies, sem nenhuma preocupação com os possíveis danos à agricultura, às florestas e à saúde pública que caramujos escapados de suas criações pudessem causar.
Achatina fulica tem sido também impensadamente criada como isca para pesca em pesqueiros comerciais (“pesque-pagues”), ao longo dos cursos-d’água.

Importante

Indivíduos de Achatina tem escapado desses criadouros para a vida livre em diversos Estados brasileiros, e muitas vezes soltos por criadores que desistiram da criação (ao verificar o insucesso comercial da iniciativa).

Importante

Caminho inverso realizam alguns criadores que coletam indivíduos ferais (asselvajados, em vida livre) de Achatina para levá-los aos criadouros experimentais e comerciais.

Importante

Uma vez estabelecidos em dada região, os caramujos são dispersos involuntariamente por veículos (especialmente trens e caminhões) e em meio à carga.
Deve-se lembrar que em muitos países os próprios “escargots” (Helix spp.) tiveram a criação e importação proibida pela possibilidade de se tornarem importante praga agrícola, especialmente em hortas (Canadá e Estados Unidos, por exemplo).
Nas regiões sub-tropicais do Brasil (Estados do sul) o “escargot” Helix aspersa já é praga de hortas, sendo a intensidade de ataque maior nos últimos anos.
Criadores do falso “escargot” (Achatina fulica) alegam que a produção atende a interesse social, por ser nova opção de fonte de proteínas para a população. A alegação é, além de falsa, tendenciosa:
1. a fonte de alimento é restrita, pois a densidade de criação é muito baixa por unidade de área, se comparada a alimentos protéicos vegetais (feijão, amendoim, soja, folha de mandioca, sementes de babaçu e de macaúba e outros);
2. os custos de produção são grandes (muito maiores que o da carne de frango, de bovinos e de peixes), gerando produto de valor elevado, acessível apenas para consumidores que podem comprar produtos finos, como “escargot” (Helix), ostra, mariscos, salmão, atum, camarão-da-malásia, faisão, codorna, bobby-white, javali, coelho, capivara, jacaré e outras iguarias; a carne de acatina será sempre artigo de luxo, disponível apenas para a elite econômica.

Achatina e saúde pública

O encontro de A. fulica em vida livre no Brasil também é importante por se tratar de espécie envolvida na transmissão do verme Angiostrongylus cantonensis (= Parastrongylus cantonensis, nematóide ainda não assinalado no Brasil, mas presente em Cuba) causador da angiostrongilíase meningoencefálica humana (ou angiostrongilose meningoencefálica ou meningite eosinofílica) (Teles e Fontes, 1998).
Achatina fulica pode hospedar ainda o verme Angiostrongylus costaricensis, agente da angiostrongilíase abdominal (ou angiostrongilose abdominal), doença grave com centenas de casos já reportados no Brasil. Esta doença pode resultar em óbito por perfuração intestinal, peritonite e hemorragia abdominal.
A infectologista Silvana Carvalho Thiengo (Fundação Oswaldo Cruz) constatou infestação de indivíduos de “escargot” Helix pomatia por Angiostrongylus costaricensis (com. pes., 20 jul. 2001).
A identificação do verme em amostras de tecidos (de necrópsias ou biópsias) é difícil ovos do verme não aparecem nas fezes dos pacientes e a própria zoonose é desconhecida da maioria dos médicos sanitaristas e patologistas. Os sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças.

Importante

Fato já verificado algumas vezes é a presença de indivíduos de Achatina em terrários de escolas, tendo sido coletados os exemplares em pelo menos um caso em área de vegetação natural.
A simples manipulação dos caramujos vivos por crianças (como em áreas de favelas peri-urbanas) pode acarretar contaminação, pois os vermes podem ser encontrados no muco corporal dos caramujos (inf. Horácio M. S. Teles, com. pes., mar. 2000).
Ao visitar hortas e pomares pode eventualmente contaminar verduras e frutas, e disseminar doenças das culturas (como comprovado experimentalmente).

Importante

O problema poderá ser intensificado, pois alguns criadores coletam indivíduos em vida livre) de Achatina para levá-los aos criadouros, sem saber se estão contaminados pela verminose.

Importante

Os pequenos agricultores das zonas tropicais do país já são cronicamente assolados por endemias e parasitoses: aftosa, ancilostomíase (“amarelão”) e mais verminoses intestinais, berne, esquistossomose (“barriga-d’água”), febre amarela, febre maculosa, leishmaniose (“úlcera-de-Bauru”), malária, mal-de-chagas, miíase (“bicheira”), pediculose (piolhos), escabiose (sarna) e muitas outras.
Sua situação sanitária é agravada pelo descaso governamental, que inclui a debilidade e dificuldades do ensino rural.
Agora os minifundiários (e funcionários de empresas rurais, peões, meeiros, agregados, castanheiros e mais coletores, seringueiros, indígenas e suas famílias) correm o risco de possíveis endemias de angiostrongiloidíase abdominal.
Esta parasitose é muitas vezes fatal, incurável e de difícil diagnóstico e controle, por ter a Achatina populações asselvajadas em muitos ambientes vizinhos aos assentamentos rurais (áreas agrícolas, retiros, povoações, sedes de sítios).
O fato de que animais domésticos (gado, galinhas, cães) também possam ser hospedeiros de agentes de endemias e nem por isso devam ser eliminados vem sendo utilizado por criadores de Achatina fulica como pretexto para que se tolere sua presença no Brasil sem qualquer controle governamental.
A alegação carece de fundamento, pois todos os animais domésticos podem ser vacinados ou sacrificados, mas as populações de Achatina asselvajadas estão quase totalmente fora do alcance de eventuais ações preventivas.
Caracóis e lesmas agrícolas e ratos domésticos, vetores e hospedeiros de Angiostrongylus, são relativamente fáceis de controlar com o uso de técnicas integradas modernas.
Esse fato assemelha-se à polêmica criada nas décadas de 1970 e 1980, quando as campanhas de erradicação da febre-aftosa no Brasil esbarraram na resistência de muitos criadores de gado bovino à vacinação de seus rebanhos (nem sempre pequenos). Isso fez com que houvesse permanentemente focos da endemias em muitas regiões.
Somente a ameaça da perda de receita pelo governo levou-o à ação enérgica, que agora inexiste com relação à Achatina e ao Angiostrongylus costaricensisis.

Importante

Achatina e febre-amarela/dengue

Segundo Mead (1979:32) foi constatado que na Tanzânia conchas de Achatina fulica mortos, cheias por chuvas, hospedavam pequenas populações de Aedes aegypti, mosquito vetor da febre-amarela (e da dengue e dengue-hemorrágica, no Brasil), e de outras espécies de mosquitos.
O fato foi confirmado pelo compilador desta página, tendo obtido larvas de Aedes sp. em conchas de Achatina mantidas cheias de água limpa (Campinas, São Paulo, área urbana, jan.-abr. 2001; dados em coleta) sob controle em laboratório.
Constatou-se nesse período média de 0,22 larvas de Aedes sp. por concha em cada lote analisado; a média foi de até 0,5 em fevereiro e 0,12 em abril.
Considerando-se que:
1.acatinas morrem frequentemente com a abertura voltada para cima;
2. nas regiões brasileiras onde a Achatina já se encontra em altas densidades ocorre tanto a dengue (endêmica – sempre negada – ou esporádica) quanto seus vetores Aedes aegypti e Aedes albopictus;
3. essas regiões possuem estações com chuvas fortes e contínuas (planaltos do interior) ou regime de chuvas mais ou menos contínuo (litoral, Amazônia);
torna-se viável a predição de que o fato possa ter em breve importância epidemiológica significativa, de controle problemático.

Impacto sobre ambientes naturais

Tentativas ulteriores de controle químico e biológico e a proliferação de eventuais inimigos naturais introduzidos poderão levar à depressão de populações de caramujos nativos, como os Megalobulimus spp. (aruás) e Orthalicus spp. (caramujos-do-café), de baixa densidade ecológica, crescimento lento, reduzida fecundidade e hábitos alimentares especializados.
Sobre tentativas fracassadas de controle biológico de Achatina fulica, desastrosas para populações de moluscos nativos, leia-se Gould, 1993 e IUCN, s. d.
A D.ra Sonia Barbosa dos Santos (UERJ) confirmou que indivíduos de Megalobulimus cf. oblongus mantidos nas mesmas gaiolas que Achatina fulica, em laboratório, entraram em letargia, interromperam qualquer atividade e morreram em 15 dias. Essa interação pode se repetir em ambientes naturais, quando o molusco invasor atingir densidades altas ou, mesmo em densidades menores, se existir fator químico (alelopatia) envolvido.
Esse efeito, se confirmado em áreas naturais, pode levar à depressão de populações de espécies de Megalobulimus e de outras espécies nativas de moluscos, algumas delas, endêmicas e raras, antes mesmo de serem conhecidas pela Ciência.

Importante

Em laboratório constatou-se consumo de folhas e frutos de diversas espécies de plantas nativas do sudeste brasileiro (acantáceas, arecáceas, cactáceas, piperáceas, zingiberáceas) por indivíduos de Achatina fulica, prevendo-se o estabelecimento de populações desse molusco em áreas naturais, especialmente em bordas de florestas.
O impacto da espécie sobre nossas florestas implantadas e naturais e outros biomas (cerrados, caatinga, manguezais, restingas, capoeiras, catanduvas, campos, brejos, Pantanal, etc.) é imprevisível.

Para sanear a região, algumas regras devem ser obedecidas na Captura do Achatina fulica :

1) Somente adultos treinados devem recolher os caracóis.

Crianças e Adolescentes não devem participar das ações diretas do recolhimento do caramujo Achatina fulica.

2) O recolhimento sempre deve ser feito por pessoas treinadas ou em mutirão com os vizinhos, pelo menos da mesma quadra de quarteirão. O risco de re-infestação é alto e com certeza os caramujos retornarão ao seu quintal.

3) Recolher os caracóis sempre utilizando luvas descartáveis, sacos plásticos, na falta usar uma pá. Não ter o contato da pele diretamente com o caracol.

4) Os caracóis recolhidos devem ser incinerados, para isso utilizar uma vala, um tambor ou ainda uma fogueira cercada por tijolos ou blocos. Para grandes quantidades utilizar o carro incinerado da Prefeitura Municipal.

Extermínios não eficazes:


- A utilização do sal não é recomendado, o sal serve somente para salinizar o solo.

- Também não é recomendado o afogamento em balde com água e sal.

5) Os restos resultantes devem ser incinerado (queimados), enterrados, distante dos mananciais e poços de água. Jogar no lixo não é uma prática recomendável.

6) Não deixe pneus, latas, entulhos, plásticos, tijolos e telhas, madeiras, lixos em geral espalhados no quintal. Isso favorece a proliferação de Achatina fulica, e de outras pragas nocivas à saúde, como: ratos , baratas , escorpiões , aranhas , moscas , mosquitos como o Aedes aegypti (vetor da dengue).

7) Os caracóis nativos devem ser preservados.

OBS .: Não deixe crianças fazerem a captura, pois isto pode trazer problemas a saúde das mesmas.

Fonte consultada: http://www.geocities.com/lagopaiva/achat_tr.htm#resini

POMBOS EM ÁREAS URBANAS


O pombo comum, cujo nome científico é Columba livia domestica, é uma ave exótica, que se originou da pomba das rochas, de origem européia, e foi introduzida no Brasil no século XVI.
São aves mansas, que se encontram em grande número nos centros urbanos, onde se adaptaram muito bem, devido a vários fatores, dentre eles a facilidade de encontrar alimento e abrigo.
Sua imagem está associada ao símbolo da paz, religião, e amor, o que a torna distante de ser considerada uma praga. No entanto, quando em grande número num determinado local, essas aves podem causar danos à saúde e ao ambiente.

Alimentação: têm preferência por grãos e sementes; entretanto, como não são exigentes, comem também restos de refeição, pão e até lixo.
Reprodução: no nosso clima e em boas condições de alimentação, colocam de 1-2 ovos por ninhada e podem ter 5-6 ninhadas ao ano. O tempo de incubação dos ovos é de 17a 19 dias.
Tempo de vida: nos centros urbanos, de 3 a 5 anos; em condições de vida silvestre, podem viver aproximadamente 15 anos.
Habitat: nos centros urbanos, vivem em torres de igreja, forros de casas, beirais, etc.
Predadores: os gaviões são os inimigos naturais; porém, como não estão em grande número nas cidades, o resultado dessa interação é insatisfatório como controle.

Problemas que os pombos podem ocasionar quando em grande número num local:

Entupimento de calhas e apodrecimento de forros de madeira; danos a monumentos históricos, antenas de TV e pintura de carros (devido à acidez de suas fezes); contaminação de grãos; acidentes aéreos ou terrestres.

MÉTODOS DE CONTROLE
Educativo
Baseia-se na orientação da população das cidades, alertando-a para que evite alimentar os pombos, pois tal hábito acarreta aumento exagerado do número de aves, com maior risco de transmissão de doenças e danos ambientais. Recomenda-se também evitar deixar restos de alimentos à disposição das aves, bem como manter o lixo acondicionado em sacos plásticos bem fechados. Essas medidas favorecem o controle do número de pombos: a diminuição de alimentos acarreta um menor número de ovos e filhotes.

Barreiras físicas
Este método baseia-se na utilização de telas, fechamento das aberturas por onde as aves adentram, com alvenaria ou outro material resistente; colocação de fios de nylon (de pesca) a aproximadamente 10 cm da base e presos nas extremidades por um prego; uso de pontas de arame em locais altos onde não haja acesso de pessoas; mudança do ângulo de inclinação da superfície de apoio das aves para 60 graus, entre outros.

Repelentes
Existem no comércio vários produtos, que são aplicados sobre telhados, beirais, etc. com o objetivo de afastar as aves do local. Sua ação se baseia no desconforto provocado pelo contato das aves com a substância, o que as faz se afastarem do local.

Anticoncepcionais
O Ornitrol, produto americano, é um inibidor da reprodução de pombos, mas pode também provocar a esterilização temporária de outros pássaros, caso haja uma utilização incorreta do produto. Recomenda-se sua utilização por técnicos da área pública, universidades e firmas especializadas em controle de pragas. Trata-se de milho coberto por uma camada de um quimioesterilizante, que impede a síntese da formação da gema do ovo, atuando também na espermatogênese. É indicado para cidades pequenas, e deve ser utilizado por um período de 2 anos para melhor se constatarem os resultados.
Todos os métodos de controle possuem suas vantagens e desvantagens; entretanto, o que se recomenda é a utilização de medidas integradas a fim de se obterem melhores resultados.
Fonte:
Rosiani Kakiuti Bonini
Centro de Controle de Zoonoses da Prefeitura de São Paulo - SP
"O Biológico", vol. 60, n° 2 - XI RAIB
Para saber mais Clique aqui

Morcegos - Ordem Chiroptera


O nome Chiroptera origina-se de Chiro = mão e Ptero = asa, isto é, animais com a mão transformada em asa. É a segunda ordem em número de espécies, com cerca de 987 formas já conhecidas, cujo o número só é superada pela Ordem Rodentia, dos roedores, onde se incluem os ratos, esquilos, cutias, etc.
São os únicos mamíferos com capacidade real de vôo, propiciada pela membrana que une 4 dos 5 dedos do membro anterior, formando a asa. Outras espécies, como o esquilo-voador, apenas planam, após saltar de lugares altos.
Os morcegos ocorrem em todos os continentes, só não sendo encontrados nos pólos. São em geral pequenos, na grande maioria não excedendo 100 gramas de peso.
Apresentam hábitos crepusculares e noturnos e parte significativa das espécies orienta-se pela ecolocalização, emitindo sons de alta freqüência, inaudíveis ao homem, que ao esbarrar em algum objeto, retornam sob a forma de eco.

De acordo com a alimentação, podemos classificar os morcegos da seguinte maneira:
Onívoros - utilizam vários dos itens citados abaixo em suas dietas.
Frugívoros - comem os mais variados frutos, como mangas, bananas, amêndoas, figos, mamões, goiabas e principalmente frutos selvagens, como os gêneros Piper, Solanum, Cecropia (embaúba) etc. É muito comum vê-los em cidades, se alimentando em mangueiras e amendoeiras. São importantíssimos para as florestas tropicais, porque ao pegarem os frutos para comer, levam sementes para longe da planta-mãe, ajudando em sua dispersão e, conseqüentemente, na regeneração de áreas desmatadas.
Nectarívoros/polinívoros - são morcegos que, como os beija-flores (aves) se alimentam do néctar e do pólen produzidos por muitas flores, como o maracujá-de-restinga e o ipê, entre outras. Às vezes, estes morcegos podem ser vistos bebendo água com açúcar colocada em bebedouros de pássaros.
Folívoros - consomem folhas de diversas plantas, para complementarem suas dietas.
Insetívoros - alimentam-se de insetos, incluindo mosquitos, besouros, gafanhotos e mariposas. Por isso, têm importante papel no controle de algumas pragas agrícolas.
Carnívoros - caçam pequenos animais vertebrados, como ratos, pássaros, lagartos e até outros morcegos.
Piscívoros - comem pequenos peixes, como sardinhas e barrigudinhos.
Ranívoros - comem rãs, mas nenhuma espécie de morcegos alimenta-se exclusivamente de anfíbios. Um gênero que sabe-se ter esse hábito é o Trachops (Phyllostomidae), que também pode utilizar outros alimentos.
Hematófagos - são os famosos morcegos-vampiros. Eles se alimentam exclusivamente de sangue de vertebrados, sendo os únicos cordados (filo Chordata) a terem essa especialização. Há apenas três espécies no Mundo, que ocorrem apenas nas Américas. Duas atacam aves (Diphylla ecaudata e Diaemus youngii) e uma ataca aves e mamíferos (Desmodus rotundus).

Se você tem uma razão para não gostar de morcegos, nós temos dez para que goste !

1. Os morcegos são grandes controladores de insetos. Algumas espécies ingerem 200 ou mais insetos em apenas alguns minutos de vôo.
2. Os morcegos são responsáveis pela formação de florestas. Ao ingerir um fruto deixa cair as sementes em local distante do original, onde poderá nascer nova árvore. Mais de 500 pequenas sementes podem ser transportadas por um único morcego a cada noite.
3. Os morcegos ajudam na reprodução de mais de 500 espécies de plantas, visitando as flores como fazem de dia os beija-flores, transportando o pólen de flor em flor.
4. Há morcegos que se alimentam de pequenos animais, incluindo os roedores, que tanto prejuízo trazem à agricultura.
5. Os morcegos são largamente utilizados em pesquisas, incluindo a ação de medicamentos que no futuro serão empregados em benefício do homem.
6. As fezes de morcegos constituem excelente adubo que, foram largamente explorados, até o desenvolvimento dos adubos sintéticos.
7. Os morcegos têm sido analisados na utilização do sonar que poderá auxiliar o homem.
8. A saliva do vampiro, por ter forte ação anticoagulante, poderá ser largamente empregada para o tratamento de várias doenças vasculares.
9. Os morcegos são importante elo na cadeia alimentar.
10. O desaparecimento dos morcegos poderá resultar em desequilíbrio e os inconvenientes resultantes poderão ser piores que os causados pela simples proximidade destes animais.
Os morcegos são espécies silvestres e, no Brasil, estão protegidos pela Lei de Proteção à Fauna. Sua perseguição, caça ou destruição são considerados crimes.
Fonte:http://www.morcegolivre.vet.br/

Tartarugas, jabutis e cágados.

As tartarugas, jabutis e cágados são animais que pertencem ao grupo Chelonia ou Testudines, que possuem carapaça dorsal arredondada e plastão plano unidos nas lados, mandíbulas e maxila com bainhas córneas. São ovíparos, colocando seus ovos em buracos no chão.
Em vista do habitat em que são encontrados, as espécies de quelônios podem ser divididas popularmente em três grandes grupos:
- as terrestres, conhecidas como jabutis;


- as de água doce, conhecidas como cágados;


- e as marinhas, conhecidas como tartarugas marinhas.



Tartarugas terrestres:

As tartarugas terrestres, vulgarmente conhecidas como jabutis, vivem exclusivamente na terra, vagando normalmente por áreas abertas como campos, cerrados ou savanas.
São animais lentos que se defendem escondendo-se dentro de sua carapaça, que tem o formato arredondado. Exemplo Geochelone carbonaria que vive no cerrado principalmente, o jabuti-tinga (Geochelone denticulata).

Tartarugas de água doce:

As tartarugas de água doce são conhecidas vulgarmente como cágados, sendo que muitas espécie têm o formato da cabeça de maneira que se recolhe lateralmente como "canivete".
Dentre as mais conhecidas tartarugas de água que ocorrem no Brasil estão: a tracajá (Podocnemis unifilis), conhecida em inglês com Yellow Spotted Sidenecked, e a tracajá-do-rio-negro (Podocnemis erythrocephala), em inglês chamada Red-headed Amazon Sidenecked Turtle, Cágado-de-barbela (Phrynops hilarii), a tigre-d’água (Trachemys dorbignyi) em inglês Orbigny’s Brazilian Slides.

Tartarugas marinhas

As tartarugas marinhas vivem em todos os mares subtropicais e tropicais do globo. São sete as espécies conhecidas, que variam de tamanho, sendo que a tartaruga-de-couro pode chegar a cerca de 650 kg, constituindo-se em um impressionante animal; são elas:
- Caretta caretta (cabeçuda; longgerhead turtle);

Distribui-se pelas regiões subtropicais e temperadas em todo o mundo.

- Chelonia mydas (tartaruga-verde; green sea turtle);
É encontrada em águas tropicais de todo o mundo.

- Dermochelys coriacea (tartaruga-de-couro; leatherback turtle);
Encontrada em todos os mares do mundo. Hábitos pelágicos.

- Eretmochelys imbricata (tartaruga-de-pente; hawksbill turtle);
Distribui-se em todos os oceanos do mundo.

- Lepidochelys olivacea (tartaruga-oliva; olive ridley turtle);
Habita os oceanos Atlântico, Índico e Pacífico.

- Lepidochelys kempii (tartaruga-de-Kemp; Kemp's ridley turtle);
Distribuição restrita ao Golfo do México.

- Natator depressus (tartaruga-de-casco-achatado; flatback turtle).
Distribuição restrita ao continente australiano.

Das sete espécies de tartarugas marinhas existentes no mundo, as cinco primeiras acima relacionadas podem ser encontradas nas águas do território brasileiro, porém, todas as espécies de tartarugas marinhas estão ameaçadas de extinção e constam do livro vermelho da CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional para a Conservação da Natureza).

Causas de declínio das tartarugas:
Muitas espécies de tartaruga estão ameaçadas de extinção e os motivos principais são:

- as terrestres são animais lentos que são fáceis de se pegar, sendo objeto fácil do tráfego:
- são muito procuradas por sua carne, principalmente as tartarugas de rio e as do mar;
- destruição do habitat, principalmente o local de desova que deve ser uma praia sossegada, tanto de rio para as espécies de água doce, quanto litorânea em se tratando de tartarugas marinhas.
- poluição dos mares e rios;
- morte por afogamento em redes de pesca, principalmente as espécies marinhas.
Fonte: Projeto Tamar
Imagens: The Macdonald encyclopedia of Amphibians and Reptiles(M.E.A.R.)

Aranhas Venenosas

As aranhas, escorpiões e lacraias pertencem ao grupo dos animais peçonhentos, isto é, têm glândulas de veneno e ferrão para injetá-lo. Existem no Brasil milhares de espécies, mas a maioria desses animais não oferece perigo ao homem. As espécies abaixo podem provocar sintomas de envenenamento. Os acidentes podem ser fatais, principalmente em crianças.
O maior número de acidentes é provocado pela Aranha Armadeira, por ser agressiva e freqüente em residências. A Aranha Marrom é considerada a mais venenosa. As aranhas peçonhentas não fazem teias, exceto a Aranha Marrom, sua teia é irregular e semelhante a um chumaço de algodão. Teias bonitas, encontradas nos tetos das casas, não pertencem a aranhas peçonhentas.

Armadeira (Phoneutria)

Cor cinza ou castanho escuro, corpo e pernas com pêlos curtos. Atingem até 17 cm quando adultas, incluindo as pernas (corpo: 4 a 5 cm). Escondem-se em lugares escuros, vegetação, calçados, etc., de onde saem para caçar, em geral à noite. Por serem muito agressivas os acidentes são comuns, podendo ser graves para crianças menores de 7 anos. Uma dor intensa no local da picada é o sintoma predominante.
Onde são encontradas?
Não são agressivas, vivem em teias irregulares (parecidas com um lençol de algodão) que constroem em tijolos, telhas, barrancos, cantos de parede, etc . Os acidentes são raros, mas em geral graves. Os primeiros sintomas de envenenamento são uma sensação de queimadura e formação de uma ferida no local da picada.
Como tratar?
O tratamento, feito com soro ANTIARACNÍDICO OU ANTILOXOSCÉLICO.

Aranha Marrom (Loxosceles)

Atingem de 3 a 4 cm incluindo as pernas (corpo: 1 a 2 cm). Não são agressivas, vivem em teias parecidas com um lençol de algodão que são construídas em tijolos, telhas, barrancos, cantos de parede, etc. Dentre as aranhas brasileiras, é a que possui o veneno mais tóxico. Os acidentes são raros, mas em geral graves. Os primeiros sintomas de envenenamento são uma sensação de queimadura e formação de uma ferida no local da picada.

Viúva Negra (Latrodectus)

Cor preta, com manchas vermelhas no abdômem. Fêmea com 2,5 a 3 cm (corpo: 1 a 1,5 cm); macho 3 a 4 vezes menor. Vivem em teias que constroem sob vegetação rasteira, arbustos, barrancos, etc. São conhecidos apenas alguns acidentes no Brasil, de pequena e média gravidade e, por esse motivo, não é produzido soro contra as espécies brasileiras.

Aranha de grama
(Lycosa sp)


Cor acinzentada ou marrom, com pêlos vermelhos perto dos ferrões e uma mancha escura em forma de flecha sobre o corpo. Atinge até 5 cm de comprimento incluindo as pernas (corpo de 2 a 3 cm).
Vivem em gramados e residências. Os acidentes são freqüentes, porém sem gravidade. Não há necessidade de tratamento com soro.

Aranha Caranguejeira

Aranhas geralmente grandes, com pêlos compridos nas pernas e abdome. Embora muito temidas, os acidentes são raros e sem gravidade e por esse motivo não é produzido soro contra seu veneno.
Aranha de teias (Nephila sp e outras)

As aranhas que fazem teias aéreas geométricas (circular, triangular, etc.) não oferecem perigo, mesmo as que atingem grandes dimensões.
Lacraias
Possuem dois ferrões na parte debaixo da cabeça, com os quais podem inocular o seu veneno. Não se conhecem entretanto acidentes graves e não se faz soro antiveneno para tratamento da picada desses animais.

CONTROLE E PREVENÇÃOAs seguintes medidas são eficazes para controle e prevenção de acidentes:

Manter limpos quintais, jardins e terrenos baldios, não acumulando entulho e lixo doméstico;
Aparar a grama dos jardins e recolher as folhas caídas;
Vedar soleiras de portas com saquinhos de areia ou friso de borracha, colocar telas nas janelas, vedar ralos de pia, tanque e de chão com tela ou válvula apropriada;
Colocar o lixo em sacos plásticos, que devem ser mantidos fechados para evitar aparecimento de baratas, moscas e outros insetos, que são o alimento predileto de aranhas e escorpiões;
Examinar roupas, calçados, toalhas e roupas de cama antes de usá-las;
Andar sempre calçado e usar luvas de raspa de couro ao trabalhar com material de construção, lenha, etc.
INSETICIDAS
Para evitar aranhas e escorpiões, o uso periódico de inseticidas não é a melhor solução. Além do alto custo, a aplicação desses produtos tem efeito apenas temporário e pode provocar intoxicações em seres humanos e animais domésticos. O ideal é coletar as aranhas e escorpiões e remover o material acumulado onde estavam alojados, o que evitará a reinfestação.

PRIMEIROS SOCORROS
Nos acidentes por aranhas e escorpiões com dor intensa, práticas como espremer ou sugar o local da picada, tem demonstrando ser de pouca eficácia. O tratamento sintomático, à base de anestésicos e análgésicos, têm sido utilizado com resultados satisfatórios na maioria dos casos. Se o acidentado for criança menor de 7 anos, o procedimento mais indicado é vir ao Hospital do Instituto Butantan, que está sempre aberto
OBS. Capturar o animal que causou o acidente e trazê-lo junto com a pessoa picada, facilita o diagnóstico e o tratamento correto.
Fonte:Butantan

Sapos, rãs e pererecas

Foto: J.A.Bertoluci
Os anuros são um grupo de anfíbios que não possuem cauda e possuem estrutura de esqueleto adaptada para locomoção aos saltos.
A diversidade de anuros é enorme e este grupo está presente em todos os continentes, com exceção da Antática. Existem anuros adaptados à vida aquática, terrestre, arborícola e fossorial. Todos são carnívoros, alimentando-se de invertebrados, outros anuros e pequenos mamíferos. Em geral utilizam a visão para a detecção da presa, é importante que haja movimento.
Esses animais possuem uma grande variedade de estratégias reprodutivas, que vão desde o desenvolvimento direto dos girinos, ninhos de espuma individuais e coletivos, ninhos em folhas, em bromélias, em bacias de barro à desova direta na água. A parte mais fascinante da reprodução dos anuros é entretanto a vocalização do macho para atrair a fêmea. Cada espécie produz um som diferente originando grande variedade de sons emitidos. São capazes de emitir também sons de agonia e de defesa de território.
Os anuros são popularmente conhecidos como sapos, rãs e pererecas.

Sapos
Foto:G.Skuk

A designação popular sapos, tem duas conotações, uma que se refere aos anuros em geral e outra que diz respeito aos anuros que possuem pele bastante rugosa.
Os sapos são mais independentes da água que as rãs e pererecas, ou seja, são encontrados mais distantes de corpos d'água. Possuem a pele rugosa e os membros posteriores mais curtos que os demais anuros, bem como uma concentração de glândulas de veneno nas laterais da cabeça (glândulas paratóides). Não existe mecanismo ejetor, se o animal for capturado, o veneno escorrerá na forma de um líquido leitoso.
São comumente encontrados nas cidades sob postes de iluminação a espera de insetos atraídos pela luz.

Rãs
Foto:J.A.Bertoluci

As rãs são popularmente conhecidas como anuros bastante ligados à água e bons nadadores. São animais de pele lisa e apreciados quanto a sua carne.
As rãs "verdadeiras" possuem membranas entre os dedos dos membros posteriores (como num pé de pato),são longos e adaptados à natação e aos saltos.

Pererecas
Foto:G.Skuk


As pererecas são comumente encontradas em banheiros de casas do interior. Também possuem a pele mais lisa que os sapos, como as rãs. Seus membros são bastante desenvolvidos e adaptados a grandes saltos.
Apresentam nas pontas dos dedos expansões em forma de disco que promovem adesão. São por isso capazes de caminhar em superfícies verticais, o que convém a seu hábito arborícola.
Fonte:http://dreyfus.ib.usp.br/bio435/bio43597/vanessa/chave/anu.htm

Cuide bem do seu animal de estimação

GUIA DE PRIMEIROS SOCORROS

para cães e gatos

O intuito deste guia é orientar o proprietário como agir em situações em que o socorro imediato ao animal se faz necessário. E disso, muitas vezes, irá depender a vida do animal até que o socorro veterinário seja possível. Aprenda como agir em casos como atropelamentos, convulsões, parada cardíaca, etc..
Medidas gerais

1o.) Analisar se o caso é de emergência ou urgência.
Emergência: requer medidas imediatas das quais a vida do animal irá depender . Exemplo - hemorragias, parada cardíaca e/ou respiratória, atropelamentos, envenenamentos, choques elétricos, afogamento, inalação de fumaça nos incêndios,etc..

Urgência: são casos de menor gravidade, mas que devem ser socorridos a tempo para que o animal não tenha complicações mais graves. Exemplo: vômitos ou diarréias intensos, piometra (infecção uterina nas cadelas), ausência de urina por mais de 24hs, convulsões e outros.

2o.) seja qual for o caso, procurar manter a calma. Em desespero, o proprietário pode cometer erros ou não conseguir colocar em prática uma medida simples, mas importante.

3o.) sempre analisar se o animal entrou em estado de CHOQUE. Este estado significa um deficiente suprimento de sangue para os orgãos vitais e pode ser fatal.
Os sintomas do estado de choque são:
- temperatura do corpo baixa, principalmente nas extremidades como patas e orelhas
- batimentos cardíacos acelerados
- respiração acelerada
- pode ou não haver perda da consciência
- gengivas muito pálidas
O animal pode entrar em choque em casos de hemorragias graves, atropelamentos, envenenamentos, choques elétricos intensos, desidratação grave, queimaduras graves e outras situações de emergência.
O que fazer:
- manter o animal deitado de lado
- manter a cabeça e região do tronco mais baixos do que a parte traseira do corpo. Isso garantirá que o sangue chegue ao cérebro e coração.
- aquecer o animal : enrole-o num cobertor e coloque uma bolsa de água quente ou garrafa com água quente próximo ao animal, se for possível.
- coloque a língua do animal para fora de um dos lados da boca, para garantir que a respiração não seja obstruída.
- estanque qualquer hemorragia ( ver conduta em casos de hemorragia )

4o.) transportar ou movimentar o animal delicadamente, para evitar traumatismos maiores e evitar que ele sinta dores. Se possível, improvise uma maca.

5o.) procurar auxílio veterinário o mais rápido possível. Para isso, tenha sempre à mão o telefone e endereço do hospital veterinário com plantão 24hs mais próximo de sua localidade ou de uma clínica veterinária bem equipada para atender a emergências.
Emergências

Parada cardíaca e/ou pulmonar: podem ocorrer isoladas ou conjuntamente.
- quando ocorre: em casos de animais que receberam um forte choque ao morder um fio elétrico, atropelamentos, quedas ou traumatismos graves, animais cardíacos, afogamentos, etc...
- sinais: colocando a mão sobre o lado esquerdo do peito do animal, não há sinais de batimentos cardíacos e/ou observando o tórax do animal, não há movimentos respiratórios.
- o que fazer: deve-se proceder a massagem cardíaca e respiração artificial dentro de , no máximo, 5 minutos. Deitar o animal sobre o lado direito.

Respiração artificial: com a sua mão, feche a boca do animal segurando firmemente o focinho. Eleve a cabeça do animal e encoste sua boca no focinho dele (você pode usar um lenço fino para evitar o contato direto). Sopre para dentro das narinas até sentir que o peito do animal se eleva. Deite a cabeça do animal e pressione o peito dele delicadamente para que o ar saia. Em 1 minuto, repita o procedimento 8 a 10 vezes. Verifique se o animal volta a respirar. Continue a respiração artificial, caso ele ainda não esteja respirando. Alterne o procedimento com outra pessoa quando você se cansar.



Massagem cardíaca: o cão deve estar deitado sobre o lado direito. Coloque a palma da sua mão sobre o coração do animal (veja a ilustração). Faça uma pressão firme e rápida sobre a região e solte. Você deve pressionar rapidamente e soltar uma vez por segundo. No caso de cães muito pequenos ou gatos, usar as pontas dos dedos para pressionar o coração. Massagear por um minuto e observar se os batimentos cardíacos voltam.



OBS: no caso de você ter que realizar conjuntamente a massagem cardíaca e respiração artificial, faça uma sequência de 5 ou 6 pressões sobre o coração, intercaladas por uma respiração.
Continue realizando esse procedimento a caminho do veterinário caso o animal ainda não voltou a ter sinais respiratórios ou cardíacos. Se você não tiver acesso rápido a um veterinário e já realizou a ressuscitação por mais de 30 minutos, sem sucesso, dificilmente o animal sobreviverá.

Hemorragias

Hemorragia é toda a perda de sangue que o organismo possa sofrer seja ela rápida (aguda) ou de forma lenta e gradativa (crônica). Neste guia iremos explicar como estancar uma hemorragia em casos de acidentes quando a perda sanguínea muito rápida pode ser fatal. Uma perda de grande volume de sangue em pouco tempo irá provocar uma parada cardíca, pois o coração não terá líquido suficiente dentro dos grandes vasos sanguíneos para bombear.
Hemorragias externas: fáceis de detectar pois você visualiza e perda de sangue. Normalmente, ela é provocada por um corte, perfuração ou brigas entre cães.
- superficiais: atinge só a pele. Os pequenos vasos que irrigam a pele são rompidos e a perda de sangue é considerável, mas raramente fatal.
o que fazer:
Aplique um pano limpo ou compressas de gase sobre o corte e pressione por alguns minutos. Mantenha a pressão até o sangramento parar. O tempo para que isso ocorra é variável e está relacionado com a região do corte e a extensão da lesão. Orelhas e patas sangram bastante. Encaminhe o animal para o veterinário para a desinfecção e sutura do corte. Se isso não for possível imediatamente, após o sangramento diminuir, limpe o local com água oxigenada. Curativos com gase e esparadrapo são difíceis de se manter pois o animal costuma retirá-los imediatamente. Desinfete e mantenha o local protegido por uma gase ou pano para impedir o acesso de moscas na lesão (podem causar miíase ou bicheira).
- vasos sanguíneos: se um vaso sanguíneo for atingido (veia ou artéria), a hemorragia pode ser grave e deve ser estancada imediatamente. Os vasos que podem ser atingidos mais facilmente localizam-se nas patas ,cauda ,orelhas e pescoço.
o que fazer:
A mesma técnica deve ser empregada: aplica-se um pano limpo sobre a lesão pressionando firmemente. No caso de vasos maiores, o sangue não irá parar facilmemte. Mantenha a pressão sobre a região até chegar ao veterinário. No caso de patas ou cauda você pode aplicar um torniquete (foto), ou seja, com um barbante, cordão ou até o cadarço de sapato, você amarra o membro um pouco antes da região do corte. O torniquete estancará a hemorragia imediatamente, mas você não deve mantê-lo por mais de 15 minutos ou apertá-lo muito sob o risco de gangrenar o membro por falta de suprimento de sangue. Se usar o torniquete, afrouxe-o a cada 15 minutos e depois volte a apertar.



- Hemorragia interna: esse tipo de hemorragia é difícil de detectar pois você não a visualiza. Após uma queda ou um acidente , o animal pode perder sangue por rompimento de um orgão ou um vaso interno.
o que fazer:
Se o animal estiver com uma hemorragia interna , ele perderá temperatura rapidamente e suas mucosas (gengivas e conjuntivas) ficarão muito pálidas. O animal pode perder a consciência e entrar em choque. Como não temos como diagnosticar a hemorragia interna, em casos de acidentes ou quedas, se houver perda de temperatura, palidez e perda de consciência, tratar o animal como no caso de choque e encaminhá-lo ao veterinário imediatamente.
Fonte: http://paginas.terra.com.br/educacao/apaa/GUIA%20PRIMEIROS%20SOCORROS.htm

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